

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
MSN - princesa_mestica@hotmail.com
Eu comentei aqui que não estava satisfeita com o curso de letras da UFRJ. Pois então, larguei e agora estou fazendo História, também na UFRJ. Era pra eu já ter escrito esse post há meses, a fim de dar uma satisfação aos meus três leitores (Tá,como se eu tivesse algum leitor...) mas a faculdade e outros assuntos me ocuparam demais.Então.Vim dizer que a troca foi excelente,Letras não era mesmo pra mim,estou bem mais feliz fazendo História.Não só por causa das matérias mas pelo estímulo intelectual que a faculdade me dá.Sei que não é bonito falar isso,mas na faculdade de Letras eu não tinha que pensar muito.Não só por conta das matérias em si (quem precisa refletir alguma coisa pra aprender Grego Arcaico,Latim ou Francês?)mas também por conta dos professores e da metodologia de ensino.Os professores aliás,eram um problema,tínhamos dois substitutos que não tinham qualificação suficiente,uma professora que faltava aula sim,outra também e que quando vinha pra aula ficava tomando açaí e pedindo pros alunos explicarem o texto e outra que era tão nariz em pé que desestimulava qualquer debate (Afinal ela nunca dizia que o aluno estava certo,quando ela não podia dizer que o aluno estava errado ela dizia “Ainda não é por aí”).Fora isso tudo, nós não discutíamos muito.Na aula de português por exemplo,a professora nos mandou ler um livro chamado “Preconceito Lingüístico”,e o trabalho e a prova foram baseados nele,como se as teorias do livro fossem verdade absoluta.Não nos foi passado um único texto que contestasse as idéias do autor daquele livro.Na faculdade de História eu não sinto isso.Nos mostram a evolução da teoria e correntes de pensamento distintas para que façamos uma reflexão.Até agora não me senti pressionada em nenhum momento a concordar com um autor,pelo contrário,os professores estimularam sempre a análise crítica.
Quantos aos alunos, senti diferença também. Os de História me parecem ser mais questionadores. Embora, é claro, o número de gente disposta a mudar de opinião seja bem baixo. Eu sinto que as pessoas já chegam com suas convicções políticas formadas e não se dispõem a abrir a mente. Nem que seja para no final elas provarem para si mesmas que estavam certas.
Ainda sobre os alunos, como em todo lugar, tem sempre os vagabundos. Aqueles que não ajudam em nada no trabalho, e nem aparecem no dia da apresentação e mesmo assim querem que você coloque o nome deles. Gente que só vai pra faculdade quando tem chopada marcada. Aí chega o final do semestre e ficam choramingando pro professor abonar as faltas ou aumentar a nota. Usam mil desculpas, chegam a matar cinco avós por mês. Eu fico impressionada. Será que dói tanto assim ir à aula?
Tem gente que mora em outros municípios e tá sempre ali. Eu acho que, se não quer fazer faculdade, não faz. Você não vai ser melhor nem pior que ninguém por causa disso. Não tá afim?Sai e dá a vaga pra outro. Como eu fiz. Acho que dá muito trabalho entrar na faculdade pra você não fazer nada lá dentro. Pra mim não faz sentido se matar de estudar no pré-vestibular (ou sozinho mesmo) pra quando chegar à faculdade não fazer nada. Por mais que eu faltasse, nunca deixei de entregar trabalho e fazer as provas, exceto quando o cachorro me mordeu.
Quando eu estava no pré-vestibular (porque não me deixaram fazer a transferência interna e eu tive que desistir da matrícula e fazer outro vestibular pra História), eu não faltava uma única vez, e fazia os trabalhos todos. Eu tinha consciência de onde eu queria chegar e sabia dar valor ao dinheiro dos meus pais. Infelizmente eu não posso dizer o mesmo dos meus colegas de turma, tinha exceções, claro, mas uma grande parte não estava nem aí pra hora do Brasil. Estavam lá simplesmente porque os pais obrigavam. Acho que o mesmo pode ser dito de alguns colegas meus na faculdade.
Eu consigo perceber também, que tem gente que ainda não conseguiu entender (ou não quer aceitar) que não está mais no ensino médio.
Gente que acha que o professor vai ficar indo atrás pra ver se você tá fazendo o trabalhinho.
Gente que pede pra tirar cópia dos textos que vão cair na prova, na hora da prova.
Gente que não trás os textos e quer fazer os trabalhos com textos de outras pessoas.
Gente que fica dando risadinha e fazendo piadinhas enquanto o professor tá explicando a matéria.
Enfim, essas coisas.
Fora evidentemente o povo desonesto, que apesar das negativas do professor insistem em fazer a prova, digamos... Em dupla.
Agora, partindo pra pontos mais materiais, a infra-estrutura do I.F.C.S. é bem melhor que a da faculdade de Letras lá no Fundão. No IFCS não tem buraco no teto do banheiro, por exemplo. E tem até elevador!(Tá quebrado, mas até essa semana pelo menos, estava funcionando...). Tirando o fato de que é infinitamente mais fácil chegar até o Largo do São Francisco, onde fica o IFCS do que ao Fundão. E o IFCS é mais seguro também. Quando leio nos jornais os casos de violência no Fundão dou graças a Deus por ter saído de lá.
Para concluir, eu digo que sair da Letras lá no Fundão e vir fazer História no IFCS foi a melhor troca que eu fiz na minha vida!

Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.Vulgo IFCS =]
Quem me conhece minimamente sabe que eu não sou lá muito fã de religiões. Hoje vocês vão descobrir o porquê (talvez não todo o porquê, mas grande parte dele). Acho que esse vai ser o post mais íntimo já publicado aqui no blog.
Minha família nunca foi religiosa, nós nos declarávamos católicos simplesmente porque todo mundo dizia ser. Eu nunca tinha me importado muito com esses assuntos, até mais ou menos os 11 ou 12 anos,quando,por causa do bullying que praticavam contra mim na escola, eu senti necessidade de alguma espécie de apoio espiritual. Senti necessidade de pensar que alguém mais forte (no caso, Deus) estava vendo tudo de ruim que faziam contra mim e que estava se importando (ao contrário dos professores) e que - e essa é a parte mais importante - iria castigar quem me maltratava. Como as únicas referências de religiosidade que eu tinha vinham da mídia e das pessoas próximas que eram todas católicas (ou ao menos se diziam ser), eu passei a considerar o catolicismo como A religião, Não uma religião dentre as outras, mas como a religião certa. A correta, a que tinha a verdade. Então eu passei a rezar para Deus. Esse Deus terrível que o catolicismo desenha. O Deus que vigia e que pune. E era isso que eu pedia quando rezava pra ele. Pra que ele punisse quem estava me fazendo mal. Dentro dessa lógica de vigiar e punir eu comecei a pensar: Se Deus pode punir os outros, porque não pode me punir também?Aí começou a paranóia. Eu censurava até meus pensamentos, com medo de "Deus não gostar”. A sociedade em torno de mim me fazia eco. Era sempre "Deus não gosta disso”, "Jesus vai ficar triste com você" (Esse geralmente empregado por mães idiotas pra botar medo nas crianças. - adendo: minha mãe nunca fez isso.). Um belo dia eu comecei a pensar: “Peraí, será que Deus é tão desocupado assim que se importe tanto com quem diz palavrão ou com quem transa sem casar?”Cheguei a conclusão que não.Se Deus fosse realmente superior aos humanos,ele deveria se importar com coisas maiores,tipo gente morrendo em guerras e coisas assim.Então eu vi que o catolicismo estava errado e desisti dele.Mas aquele meu desejo inicial continuava,eu queria acreditar que alguém,no fim,faria justiça.Diga-se de passagem:Eu estava pouco me importando em repensar o conceito de justiça.Então eu procurei outra religião.Achei o islamismo,que crescia bastante na época (2004 mais ou menos).Ele tinha uma coisa que parecia faltar ao catolicismo e às outras religiões.Tinha um conjunto de regras pra viver a vida cotidiana,faça isso,não faça aquilo,a punição para ato tal é essa ou aquela e blá blá blá.E tocava num ponto importante.Ele parecia explicar o meu maior problema na época.o Bullying.Os garotos que me provocavam debochavam constantemente da minha aparência.O islamismo dizia que usar o véu impedia que os homens julgassem as mulheres pela aparência.Dizia que cobertas,eles só poderiam reparar na nossa inteligência.Eu caí nesse conto,acreditei que a culpa era realmente minha (como todas as mulheres são levadas a acreditar) e que se eu me escondesse debaixo de uma infinidade de panos pretos meus problemas acabariam (comecei também a censurar as mulheres que saiam com as unhas pintadas ou com as roupas decotadas,achava que se faltassem com respeito à elas,seria por causa disso e elas não poderiam reclamar).Afora isso,o islamismo parecia resolver um outro problema,ele estimulava a minha passividade.Ele continha meu desejo de rebelião.Nas páginas do Corão (que é muito bem escrito,por sinal) eu descobri que não precisava nem devia me preocupar com nada.Devia somente esperar um príncipe árabe chegar e ele resolveria todos os meus problemas,porque minha vida seria responsabilidade dele não minha.O islamismo propagandeava as delícias da passividade feminina,como bem diagnosticou Simone de Beauvoir n'O Segundo Sexo.Essas idéias foram muito sedutoras,era confortador que alguém dissesse que eu podia resolver a falta de respeito que me era dirigida por ser mulher simplesmente mudando de atitude,era tentador acreditar que eu não precisava nem devia brigar.mas,conforme eu ia avançando nas páginas do livro sagrado eu ia percebendo que essa "proteção" toda tinha seu preço.Se uma mulher e um homem cometessem algum "crime contra a honra",ele podia até ser perdoado,agora para ela só restava a morte.Foi isso e a ameaça constante dos pecadores irem pro inferno que me fez desistir.O meu Deus não poderia ser assim vingativo e sádico,nem advogar um padrão duplo.Então,parti para minha terceira e última investida (sim,eu demoro pra aprender as coisas).Com o feminismo já aflorado em mim,eu procurava uma religião não-sexista.Achei.A Wicca.Só pelo fato de cultuar divindades femininas ela ganhou muito pontos comigo.Mas a essa altura eu já estava contestando tudo.Ao perceber que a Wicca também tinha dogmas e regras de hierarquia eu desisti.Dessa vez não só dessa religião específica,mas de todas.E de Deus também.Eu ainda achava que Deus era indisvinculável das religiões.E bom,se as religiões mentiam ou pregavam coisas que eu achava erradas era sinal de que Deus não existia.Depois,o tempo foi passando e eu percebi que Deus não é responsável pelas besteiras que dizem em nome dele.E que grande parte das pessoas que dizem falar em nome de Deus estão interessadas não na paz dos seus semelhantes,mas na submissão destes.Pela minha experiência e observando as pessoas a minha volta eu percebo que as pessoas são levadas a aceitar as coisas sem reflexão.A contestação não é estimulada.Os dogmas das religiões cerceiam a vida ao invés de expandí-la, que é o que os fiéis querem.E na ânsia de fazerem a coisa "certa" e "agradarem a Deus" as pessoas tapam olhos e ouvidos a qualquer opinião contrária.E pior,tendem a ser intolerantes com quem discorda delas.Não por causa da fé,mas da religião.À medida em que você passa a ter um conjunto de regras de vida estabelecidas tende a hostilizar e encarar como errado tudo que não se enquadre naquela cartilha que te deram para seguir.E as vezes isso nem traz a tão almejada paz de espírito.Eu penso,que nós podemos conseguir paz através da fé (ou sem ela também,ateus também podem ter paz de espírito),a religião é completamente desnecessária,visto que ela só faz enquadrar as mentes e servir de mediadora entre o ser humano e o(s) deus(es),quando mediadores são plenamente dispensáveis.
Para ilustrar meu raciocínio vou contar um caso que presenciei na faculdade.
No meio da aula a professora comentou que a legalização do aborto era um índice de civilidade,que só países muito atrasados ainda criminalizavam a prática.Então,uma garota interrompeu a aula raivosamente,e não parou de falar,que era contra,que era crime mesmo,que as mulheres que abortam deveriam ser presas,que isso era pecado,etc.
Como dá pra notar,ela baseou todo o raciocínio nos dogmas da igreja.E os defendeu furiosamente.Eu fico me perguntando se,caso ela tivesse somente fé e não religião,ela teria feito essa defesa tão raivosa da criminalização do aborto.Eu acho que não.Acho que se a mente dela não tivesse sido tão enquadrada pelo padres ela teria um pouquinho mais de empatia pelas mulheres que abortam,e ainda na remota possibilidade de que não tivesse,ela não expressaria suas idéias de modo tão agressivo e intolerante.
Eu não estou dizendo aqui que todo mundo que tem religião seja igual a essa garota,e sim que é bem mais fácil que quem tenha religião seja parecido com ela do que quem não tem.Porque o propósito da religião é enquadrar.Não acredite nessa estória de “dar paz” ou ter “contato com Deus”.Deus não está nas religiões.
Depois de quase dois anos de blog está na hora de fazer uma mea-culpa.Eu postei muito nesse espaço,então é meio impossível que eu não tenha escrito alguma merda.Ou simplesmente tenha expressado alguma idéia que hoje considero equivocada,ou ainda tenha explicado mal alguma coisa.Então resolvi fazer uma análise desse blog,pedir desculpas por algo de ruim que eu tenho escrito,complementar algo que tenha ficado superficial,etc.
Vou começar adimitindo que já deletei post aqui.Que eu me lembre foi um só.Eu tinha desenvolvido muito bem o texto, até o final,quando eu soltei umas idéias preconceituosas.Peço desculpas.Não vou dizer o que era porque acho desnecessário.A questão é que,antes tarde do que nunca,vi que não tinha sido legal e deletei o post,junto com todos os quase vinte comentários (creio que esse post foi o que mais teve participação aqui,o pessoal comentou tanto a parte boa quanto a ruim).Eu poderia ter simplesmente editado a parte infeliz e mantido a parte legal e os muitos comentários,mas não achei justo.Achei que de alguma forma estaria enganando os leitores.Não quis fazer com os outros o que não gostaria que fizessem comigo.Eu poderia ter deixado o post intacto também e não ter falado nada (afinal ninguém vem aqui) ou poderia ter escrito algo me retratando,mas achei que deletar era a melhor opção.Não queria mais aquelas palavras aqui.Acho que a experiência foi positiva.Acho que estou aprendendo a expressar minhas opiniões de forma mais sóbria e equilibrada.Acho que evolui nesse quesito,porque nos meus antigos blogs eu escrevi mais besteiras do que escrevi aqui e acabei deletando os blogs inteiros,sem retratação nem nada.Acho que agora estou assumindo minhas falhas de forma mais adulta.Reflexos da faculdade de História talvez ;]
Dentre o que eu creio ter ficado superficial/incompleto e/ou equivocado destaco:"Sexo".Eu condenei o fato de hoje em dia as pessoas transarem com desconhecidos.Retiro o que eu disse.Expressei uma idéia puritana e tradicionalista.Cada um tem o direito de transar com quem quiser,e cada um sabe o grau de intimidade que precisa ter com a outra pessoa pra fazer isso.E ninguém tem nada a ver com isso.Muito menos eu.Um outro ponto no qual eu gostaria de tocar,é que eu disse que a banalização do sexo é um problema.Acho que estruturei mal isso,Falar de sexo (muito inclusive) não é necessariamente um problema,o que eu deveria ter colocado é que quando se debate o sexo nos nossos meios de "comunicação",por mais que parte da intenção possa ser realmente informar as pessoas,também se quer fazer publicidade da pornografia mainstream aquela que objetifica as mulheres ( e em menor escala também os homens).Em resumo,eu deveria ter criticado essa associação do sexo com a pornografia misógina.Mas enfim,na época eu não tinha essa clareza toda,então ficou aquilo mesmo.Talvez a leitura fique melhor,se no texto você substituir "Sexo" por "Pornografia Mainstream".Ou talvez não.
Mas,como nem tudo é pranto,eu tenho consciência de que escrevi coisas bem legais aqui.Dentre as quais destaco:"Marianismo","A Nova Religião" e "Sobre Maquiagem & Auto-Estima".Gosto bastante destes três posts porque acho que expressei idéias muito legais e desenvolvi os conceitos bastante bem,apesar de,na ápoca,ainda não ter tido contato formal com aquelas idéias.
Por hora,é isso =]
Obs:Sei que preciso redimensionar as imagens do blog,mas a preguiça ainda não permitiu.
Obs 2:Prometo nunca mais colocar risadinhas tipo "hauhaua","hahaha" e afins no meio dos posts.
Obs 3:Procurarei melhorar a pontuação aqui.
Obs 4 :também vou tentar não sumir mais por tanto tempo.
Obs 5:Vou tentar também responder mais aos comentários,então leitores,fiquem atentos ![]()
Obs 6:Visitem os sites linkados aí ao lado,vale muito a pena.
Obs 7:Este blog está Cagando e andando pro acordo ortográfico.
Como eu prometi no post anterior,voltei pra contar mais esse causo pra vocês.
Desde que roubaram meu mp3,eu decidi não mais sair a rua com nada de valor.Então,meu mp4 já meio velho de guerra,raramente viu a luz do sol.Mas,eu me esqueci que ladrões também entram nas casas.Então,lá se foi meu mp4.Esse pedreiro,pai do bandido,já tinha trabalhado conosco.E nunca tínhamos tido problema nenhum.Ele é eficiente e honesto.O único porém é que ele trabalha sozinho e como ele é meio lento,as coisas demoram a ficar prontas.Quando ele veio trabalhar aqui na casa nova,minha mãe sugeriu que ele arrumasse um ajudante e ele resolveu trazer o filho dele.A casa estava de pernas pro ar.quando os dois estavam trabalhando no meu quarto,ficava tão zoneado que eu não conseguia entrar.Fora o tempo que eu passava na faculdade.Pois bem,eu tinha deixado meu mp4 na estante do meu quarto,à vista de todo mundo (Fazer o que?Um dia eu aprendo),então,um belo dia dei por falta dele.revirei tudo mais de uma vez e nada.Minha mãe procurou,a moça que trabalha aqui em casa procurou.Nem sinal.Quer dizer,corrigindo,tinha um sinal sim.Não do mp4,mas do ladrão.Depois que o aparelho sumiu,sumiu daqui de casa também o filho do pedreiro.Eu sei que foi ele,minha mãe sabe que foi ele,ele sabe que foi ele.Porque não poderia ter sido mais ninguém,mp4 não cria pernas e sai andando,e quando eu perguntei pro pai dele se ele tinha visto o mp4,as desculpas que ele deu foram muito suspeitas.Disse que poderia ter jogado fora sem querer.Não,não poderia,porque ninguém se desfaz de algo do tamanho de um celular sem perceber.principalmente ele que sempre foi cuidadoso com as coisas.Ele está é protegendo o filho.Como eu não tenho provas, não posso tomar nenhuma providência,então eu tive que sair no prejuízo de novo e tirar do meu bolso o dinheiro pra comprar um novo.E dei sorte porque eu sou mão-de-vaca e estava guardando há meses um dinheiro que meu tio tinha me dado,se não fosse isso tinha me fodido ainda mais.Depois de andar muito,ir em quase todas as lojas do Edifício Central,eu consegui achar um mp4 parecido com o antigo.mas ainda estou com raiva,eu odeio sair no prejuízo,principalmente quando ele não foi causado por mim e quando eu não posso fazer nada contra quem me prejudicou.Mas enfim,vida que segue.
Eu não sei se já contei isso aqui mas minha família e eu estávamos querendo mudar.Desde 2005.Como minha mãe é funcionária da prefeitura,ela tem direito a uma carta de crédito pra comprar o imóvel,só que toda vez perdíamos o prazo de inscrição,até que no final do ano passado finalmente conseguimos,pegamos o empréstimo e botamos nossa casa no cachambi à venda para juntar com o dinheiro da carta de crédito e conseguirmos nos mudar para um lugar melhor.Porque além do bairro estar ficando violento (Já haviam deixado um corpo dentro de um carro abandonado em frente a vila onde eu morava,e ainda teve aquele assalto sbre o qual eu já comentei),lá não tinha praticamente nada,nem padaria na minha rua tinha.Pra praticamente tudo tinha que ir pro Norte Shopping,e pra ir pra lá tínhamos que esperar uma eternidade pelo único ônibus que passava perto.Tirando o fato de que pra voltar pra casa de qualquer lugar demorava.Resolvemos que queríamos ( e descobrimos que podíamos!) morar na Glória.Começamos a procurar casas por lá,não precisamos procurar muito para acharmos uma legal e dentro das nossas possibilidades.Era uma casa pequena,mas a nossa antiga também era,e essa tinha a vantagem de ter dois quartos (a velha também tinha,mas o meu quarto era passagem,ou seja,pros meus pais irem da sala para o quarto deles e do quarto deles para a sala tinham que passar pelo meu quarto,imaginaram que maravilha?),o condomínio era barato,e era numa vilinha (o que era bom pro meu pai que detesta prédios),a vizinhança era tranqüila e dalí podíamos ir pra qualquer lugar com facilidade.Resolvemos comprar.Demos um cheque calção de R$ 4.000.Maaaaaasss como alegria de pobre dura pouco,descobrimos o porquê de a casa estar naquele preço tentador.o imóvel estava em situação irregular pois estava em disputa judicial.O que a imobiliária Ética (o nome só pode ser uma piada de mau gosto) não nos avisou.Ainda queríamos ficar com a casa,estávamos torcendo para que tudo se resolvesse rápido,fomos até falar com o proprietário pra ver se ele dava jeito na pendenga,mas além disso,soubemos que mesmo aquele valor baixo que a imobiliária estava cobrando não era o justo.O engenheiro da Previ-Rio encarregado da inspeção disse que a casa só valia uns R$ 10.000 a menos do que estavam nos cobrando.Aí,muito tristes e já cansados e estressados,fomos obrigados a desistir do imóvel.Aí começaram outros problemas.A imobiliária não queria devolver nosso adiantamento,foi preciso ameaçar mil vezes entrarmos na justiça para conseguirmos nosso dinheiro suado de volta.Enfim conseguimos.Mas a nossa história não acaba aqui,ela está apenas no começo.Preparem os seus corações!Eu disse no início que tínhamos posto nossa casa à venda,pois bem,alguém,evidentemente comprou-a.E bom,compraram pra morar,e pra eles morarem,nós tínhamos que sair.A questão era,pra onde iríamos?Estávamos desalojados.Não tínhamos nem mais a casa velha,já vendida,nem uma nova.contornamos a situação por um mês pagando aluguel para a proprietária da nossa antiga casa,mas depois disso a moça queria entrar,e eu não a culpo.Nesse meio tempo tivemos que procurar outra casa pra morar,não mais na Glória,já que nunca mais acharíamos uma casa com o preço daquela que perdemos(achamos uma até em conta,mas a dona não vendeu pra nós porque sabia que poderia encontrar quem pagasse mais).Passamos então a procurar uma na Tijuca.Isso já nos últimos dias da carta de crédito,havíamos perdido 4 meses com esse embróglio da casa da Glória.Corríamos o risco de perder o prazo e ter que acabar ficando no aluguel por um ano.meu pai começou a reclamar porque ele nem queria sair da casa velha.No final estávamos todos estressados e nervosos e quase não nos aguentávamos mais.na Tijuca,achamos uma casa perfeita,gigante,num prédio baixo,bem conservada e barata,o único porém era o condomínio,mas resolvemos comprar mesmo assim,só que outra pessoa já tinha tido a mesma idéia.Resultado?bye bye casa.Procuramos mais e achamos uma boa.Compramos.Só queee...a dona tinha um prazo de dois meses para a mudança.E refazer todo o processo da previ-rio demorava mais uns 4.E nós não tínhamos encontrado nenhuma casa alugável para nós.Tivemos que ir morar na casa de uma amiga da minha mãe,lá em Laranjeiras.Ela,muito generosa nos acolheu.Como lá era perto de tudo,eu passeava direto,era hiper-prático.Mas,como nem tudo nem todos são perfeitos,essa moça tinha umas manias.Dentre elas,limpeza,arrumação e alimentação saudável.Vocês já devem estar concebendo a cena."Você vai comer isso?faz mal!","vem cá Rai,eu vou te ensinar a fazer a cama direito""Vocês não podem colocar a roupa usada junta com a roupa não usada no mesmo lugar no armário".Imaginem isso todo dia.imaginem isso multiplicado por 10.Imaginem ouvir isso tendo que comer proteína de soja.Imaginem ter que aguentar isso quando todas as suas coisas estão em Campo Grange,no outro lado da cidade,e o único computador disponível não tem som e a internet cai o tempo todo.Pois é.Minha mãe não suportou.Disse que íamos sair dalí enquanto ela ainda considerava possível manter a amizade com essa moça.No carnaval,quando ela pediu que saíssemos por um tempo para que ela alugasse a casa para uns turistas,fomos pra casa do meu tio em Copacabana,e de lá não voltamos mais.Não pudemos ficar lá,porque mora ele,minha bisavó e as cuidadoras dela,ou seja,não tinha espaço.Era calor humano demais.Fomos então pra Quintino Bocaiúva,pra casa do meu primo,íamos morar lá com ele e a mãe dele enquanto não podíamos ir pra casa.Os dois foram uns amores,sem estresse,sem manias,e meu primo dividiu o pc dele comigo numa boa.Ele teve até que sair do quarto dele e voltar a dormir com a mãe para dar espaço pra gente.E não reclamou nenhuma vez.Não sei se eu teria toda essa abnegação e paz de espírito.o problema,era que o lugar era longe.pra eu chegar a faculdade levava uma hora e meia.E de noite,eu tinha que dormir com um colchão no chão porque não tinha mais cama pra mim.E 5 pessoas tinham que dividir um único banheiro.Ficamos nessa situação uns bons 4 meses,descontando o tempo que gastamos inutilmente com a casa da Glória e o tempo que demoramos pra vender a nossa.Então,finalmente chegou o grande dia.O dia de ir pra casa.Pra NOSSA casa (Que por coincidência ou ironia do destino é bem próxima do meu colégio de ensino médio,que se bem me lembro foi o único colégio em toda minha vida no qual eu gostei de estudar e no qual fiz amigos de verdade,toda vez que passo por ele me dá uma sensação boa).Eu nem estava tão animada porque não tinha gostado muito da casa no dia em que a vi,mas depois eu me empolguei,vi que a casa era bem maior do que parecia quando fomos visitar pela primeira vez.Fiquei feliz de ter um quarto só pra mim,que não era passagem e do qual eu tinha a chave da porta.pela primeira vez.na vida.Fora isso,a comadre da minha mãe me deu uns móveis lindos.Então,mudamos.Mas ainda não terminou,ficamos quase esse mês inteiro imersos em tinta e poeria.mas vou dizer.A casa ficou linda.meu quarto em especial ficou parecendo uma casa de bonecas hiper estilosa.nosso cantinho por enquanto ainda não está aberto a visitação,mas no ínicio do mês que vem,quando o pedreiro (cujo filho roubou meu mp4*)tiver terminado de fazer tudo vai estar.Em resumo,depois de tudo isso,eu finalmente compreendo o que significa lar doce lar.
*A história do filho ladrão do pedreiro terá que ficar pra outro post.mas não se preocupem,eu contarei essa estória,vou voltar a postar com mais frequência aqui.Quer vocês queiram,quer não Muahahahaha.
Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: "parabéns".
Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde "obrigada", pensando: "mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?".
Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.
Dizem que a rosa simboliza a "feminilidade", a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade -- da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo "deflorar" (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a -- afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são "putas", inferiores, menos respeitáveis.
A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o "sexo frágil" e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes "passionais" -- o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como "românticos" exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que "amam demais", não os homens.
Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a "sedução" para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de "respeito" e as mulheres têm "mentes perigosas". A mensagem subliminar é: "cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado". E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua "mente perigosa" causaria coisas terríveis.
Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo "pós-feminista" afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?
Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso -- onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.
A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor...). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser "feminina". Porque, sim, feminilidade é isso: é "se cuidar". Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: "let yourself go"). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. "Você se ama? Então corrija-se". Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.
Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.
Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são "convidativas", propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio, isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo "ê lá em casa" para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o "combo" da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando "chupá-la todinha".
Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.
...Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.
O texto acima foi escrito por Marjorie Rodrigues que faz parte da comunidade Feminismo E Libertação.
Eu pensei em acrescentar algo mais ao texto,mas a verdade é que ela já disse tudo.
Taí,acho que ela é uma das poucas celebridades(odeio essa palavra) de quem eu gosto.A mulher faz o que gosta,faz bem,tá sempre sorrindo,e ainda pega geral.Ela é uma das provas de que você não precisa fazer parte do padrão loira-siliconada-modelatriz para ser feliz.Palmas pra ela!

Quando a gente pensa que empresários e políticos já chegaram ao auge da canalhíce,eis que eles se superam.E dessa vez nem deram satisfação!Eu lembro que no último roubo eles justificaram dizendo que o aumento serviria para colocar ar-condicionado em todos os ônibus da frota.Bom,se você já andou em um ônibus com ar-condicionado por 2,10,parabéns pois você é o único.E como se não bastasse não melhorar,ainda piora,os ônibus tem se tornado verdadeiras carroças,vão sempre lotados,os motoristas são uns barbeiros e as condições são mais que precárias,e pra variar os empresários só lucram cada vez mais.Eu me lembro que há uns dez anos atrás a passagem custava uns R$:0,80 e a qualidade do serviço era visivelmente melhor,não existiam essas câmaras de tortura que se chamam micro-ônibus e não iam tão lotados.Depois os empresários não sabem porquê o transporte alternativo cresce tanto!O meu consolo é que vai chegar a um ponto em que vai ser mais vantajoso pegar van,ir de táxi ou até mesmo comprar um carro do que andar de ônibus.Aí eu quero ver.

O Marianismo é uma espécie de Femismo (que pela milhonésima vez é diferente de feminismo),e como todo femismo,prega que as mulheres são superiores aos homens,a diferença deste para os outros,é que (a meu ver),o marianismo é o mais próximo do machismo,pois baseia a suposta superioridade feminina em características que os homens impuseram as mulheres,como a capacidade de ignorar seus desejos em benefício dos outros e a não-agressividade (lembrando que agressividade não significa necessariamente violência).
Embora muita gente não perceba o Marianismo está tão ou mais presente do que o machismo tradicional,todo mundo,pelo menos uma vez na vida já presenciou essa doutrina,na maioria das vezes dentro de casa mesmo,quando as mães apregoam para os filhos que são sagradas só por terem dado a luz a estes.O perigoso é que essas idéias contribuem mais para que as mulheres sejam mal-tratadas do que bem-tratadas,porque nem todas as mulheres vão querer ser "santas",e aí,o que acontece com essas mulheres?o de sempre;são discriminadas e mal-tratadas.O que eu quero fazer entender é que tanto o pensamento machista tradicional (mulher só serve para parir e cuidar da casa,logo não merece respeito),quanto o pensamento mariano (mulher só serve para parir e cuidar da casa,mas como essas são as tarefas mais importantes do mundo,as mulheres são sagradas),só servem para menosprezar e deixar ainda pior a vida das mulheres,tanto das que querem se encaixar no padrão Virgem Maria quanto para aquelas que não querem.O Mal do marianismo,assim como das outras formas de machismo é oferecer somente um padrão de vida para as mulheres,ou seja ou você é a Maria,a pura que fez tudo "direitinho"e "veio mostrar como as mulheres realmente são e devem ser",ou a Eva.E pobre de você se escolher ser a Eva,porque a Eva para o marianismo,não é mulher de verdade.O Mais triste de tudo,é que escolhendo ser santas essas mulheres abrem mão de viver uma vida mais completa,onde poderiam ser muito mais,inclusive,melhores mães,pois não estariam baseando sua existência nisso.

Imagine a cena:você vive relativamente tranqüilo na sua terrinha,produz tudo que você consome de modo sustentável e sua organização social é quase igualitária.Um belo dia uns estranhos homens aparecem de além-mar,eles trazem com eles um monte de bugigangas que te dão em troca de você cortar umas árvores pra eles,até aí tudo bem,o que você não sabe é que eles se acham donos da sua terra e que logo logo eles vão trocar essa postura camarada por uma não tão legal assim.Eles decidem que só as árvorizinhas já não são suficientes e agora eles querem plantas coisas esquisitas na sua terra.detalhe:você é quem vai fazer o trabalho.Querendo ou não querendo.E como evidentemente você não vai querer ser tratado como burro-de-carga, começam os atritos.Você se alia a outras tribos e a outros forasteiros que também são inimigas dos caras que destruiram sua aldeia,eles por sua vez se tornam aliados daquela tribo com quem você guerreava antes deles chegarem.Os confrontos começam.Os forasteiros vão ganhando porque além de armas melhores eles também contam com a ajuda de trocentas doenças que você nunca sonhou que existissem.Seus familiares e seus amigos vão morrendo,seus inimigos nativos também.No final são só os forasteiros disputando entre si a sua terra.Os poucos dos seus que sobrevivem são forçados a se converterem a religião do dominador.Os séculos passam,alguns dos que tomaram sua terra têm a consciência um pouco pesada.Querem fazer algo para compensar,dizem eles.Eles acham que a melhor maneira de fazer isso é te "civilizando" assim você vai estar preparado para viver na sociedade deles.Depois de um tempo,quando essa idéia sai de moda decidi-se que o melhor a fazer é deixar você viver com seus costumes mesmo,pra isso eles te dão um minúsculo pedaço de chão e te jogam lá.Só se esquecem de te dar também assistência médica contra as doenças deles,e com isso suas crianças morrem aos montes,e outros tantos adultos se suicidam.mas não tem problema,afinal vocês estão isolados do centro da civilização deles,então ninguém fica sabendo.Você vai levando a sua vidinha,até que num belo dia eles resolvem tomar de novo as suas terras.Pra plantar arroz,eles dizem.Só que agora já não é assim tão fácil,eles precisam dar uma justificativa pra própria sociedade,afinal ainda tem gente que tem algum resquício de humanidade.Eles conseguem contornar esse problema razoavelmente bem;dizem que vocês estão deixando os estrangeiros entrarem nas reservas,o que estaria pondo em risco a segurança nacional.Sim,porque agora você faz parte da nação.Você tem duas alternativas:Ou você não faz nada e deixa que te tirem o pouco que te sobra ou,reage como pode.Você sabe que se reagir os jornais super imparciais vão te chamar de selvagem e bandido,afinal você não dá lucro pra ninguém (nunca te deram chance também).Você escolhe a segunda alternativa,e espera pra ver no que vai dar.Um conselho:não seja muito otimista.

Acho que a essa altura todo mundo já deve estar sabendo disso.Pois bem,em primeiro lugar quero dizer que acho que é,sim,uma boa medida.Porém (e sempre há um porém),ela foi feita mais para beneficiar o PMDB do que o povo (para variar),porque,pensem só:Porque o primeiro morro ocupado foi o Dona Marta?eu respondo:porque fica na zona sul,onde as pessoas têm maior poder aquisitivo e principalmente porque foi onde o Gabeira teve um dos maiores percentuais de votos,e convenhamos que, pro Eduardo Paes começar a governar com uma zona sul feliz vai ser muito mais fácil não?
Agora vamos a outra favela,a Cidade de Deus,que fica aonde mesmo?Jacarepaguá...não é por aquelas bandas a área de influência do novo prefeito?
Tudo pra deixar o eleitorado feliz...
Tanto agora,quanto nas eleições pra governador que estão se aproximando...
Em suma,o "excelentíssimo" senhor governador fez o que todo mundo sabia há tempos que precisava ser feito:subistituir as visitas esporádicas às favelas e fazer o estado ocupá-las de vez.
Mas ainda assim,apesar dessa politicagem toda,eu espero honestamente que o projeto dê certo e seja ampliado.Os cariocas,tanto os do asfalto quanto os da favela merecem um pouco de sossego.
E só pra constar,nos futuros projetos senhor governador,saiba que a população não é idiota.Pelo menos não toda ela.
Era para eu ter postado este texto domingo,mas eu estava cansada e adiei.Era para eu ter postado ontem,mas já tinha postado um texto,e como eu tenho T.O.C,é só um por dia mesmo.Mas vamos ao que interessa:meu dia como mesária.
Eu acordei as 05:45,tomei café,me arrumei,discuti com meu pai (ele queria que eu votasse no vereador dele,eu procurei na internet e o cara tava sendo acusado de propaganda irregular,então eu disse que ia anular para vereador,e ele se ofendeu...),e desci a rua em direção ao ciep no qual eu ia votar e estrear no meu trabalhinho compulsório.Pelo caminho,santinhos e mais satinhos de políticos emporcalhando a já mui limpa cidade.Cheguei lá 45 minutos antes do início da eleição,há tempo de ver a urna ser ligada e...dar defeito.Nada que não fosse resolvido em alguns minutos.Antes de começar a trabalhar,falei com o presidente da mesa e fui votar em outra seção,na hora H me deu um friozinho na barriga,mas eu gostei da sensação,escolhi por mim mesma e votei consciente.Pena não poder dizer o mesmo do resto dos eleitores...
Assim que terminei de contribuir para tirar o Rio de Janeiro do estado deplorável em que está,fui trabalhar.O trabalho de mesária não foi nem de longe tão chato quanto eu imaginei quando me convocaram,pelo contrário,foi legal,eu me diverti,minhas colegas eram legais,o presidente da mesa também,e o trabalho não era difícil:os eleitores apresentavam o documento de identificação,nós procurávamos no caderno,pedíamos pra pessoa assinar,destacávamos o comprovante,e liberávamos a urna.A decepção dava-se na hora em que a pessoa ia para a urna:não foram poucos os que declararam que não tinham idéia sobre em quem votar,outros tantos que falaram que iam votar em qualquer um,afinal "Político é tudo ladrão",e outros ainda afirmavam sem vergonha que iriam votar no candidato do último santinho que receberam.Posso garantir que 80% daquelas pessoas não estariam ali se não fossem obrigadas,e as vezes eu penso que seria melhor mesmo que não fossem obrigadas,talvez assim os que fossem votar votariam com mais consciência.
Alguns fatos dignos de nota (ou não):
- Uma boa parcela dos eleitores vai votar sem o título.
- Uma boa parcela também é meia folgada:com o título na mão,entram de sala em sala pra perguntar se é ali que votam,mesmo que na porta de cada sala tivesse o número da seção bastante legível.Mas pra quê olhar se os mesários não estão fazendo nada e podem ficar de babá do eleitor,não?
- Muita gente tenta furar fila,volta e meia alguém sai da fila pra bisbilhotar o que os mesários estão fazendo na salinha,e depois tentam ficar nos primeiros lugares.
- Apesar dos incessantes comerciais na tv,a maioria não conhece ou prefere ignorar o que pode ou não fazer na hora da eleição.Uns tentam até o último minuto mudar o voto dos amigos na urna,a pessoa lá com o dedinho nos botões e o amigo,em alto e bom som:VOTA NO CRIVELLA!
- Os mesários ganham um vale-refeição no valor de 15 reais (para a nossa alegria),em compensação quando eu e minha colega fomos sair à caça de algo pra comer,não havia quase nenhuma espelunca aberta,e as poucas que estavam não aceitavam o vale.Voltamos com fome.E assim ficamos até que o presidente da mesa,também azul de fome,teve a idéia de mandar não sei quem para o McDonalds do shopping mais próximo.Quando a boa alma voltou, a comida já estava fria,mas a gente comeu do mesmo jeito.
- Tem gente que sempre deixa tudo pra última hora.Na minha seção um rapaz apareceu dizendo que planejava ir votar só as 16:30,mas como ameaçava chover ele foi mais cedo.Levou esporro.
Ele:Eu ia vim votar só 16:30,mas aí vi que ia chover...
Eu:Ah então você ia vir só 16:30 pra aumentar a fila e os mesários não poderem ir embora as 17:00?
Ele:...
- As pessoas tem uns critérios estranhos pra votar.Eu comentava com minha colegas mesárias em qual candidato eu havia votado,uma disse que votaria no mesmo e a outra disse que não,pois era "meio homofóbica".
Viram crianças?é assim que se escolhe um prefeito,com base na opção sexual dele...
Eu nem sei porque eu continuo me surpreendendo,afinal quando antes da eleição,eu revelava meu voto,a primeira coisa que eu ouvia eram comentários sobre a opção sexual do meu candidato.Felizmente isso não importou pra todos os eleitores e ele foi para o segundo turno;o que me dá mais vontade de ir votar,já que vi que meu voto foi importante e que ele tem chances de ganhar.
- Crivella tá fora da disputa!EEEEEEEEEEEEEEEEEEE
E Pra finalizar,minha mãe e meu pai estão com medo de eu voltar a ser mesária,já que uma mesária de um colégio próximo quase foi atingida por um tiro.O problema é que eu quero ir votar,mas também quero sair viva de lá...
Obs:Para rir um pouquinho:
Na minha sala tinham três mesárias,contando comigo.Uma liberava a urna,e eu e a outra conferíamos o nome do eleitor,pedíamos pra assinar e destacávamos o comprovante.havia dois cadernos,o meu que ia do JOSI até O Z e o da minha colega,que ia do A ao JOSE.Como só entrava gente do A Ao JOSE,eu tive a idéia de perguntar a inicial da pessoa,se fosse pro caderno da minha colega eu pedia pra esperar,se fosse pro meu eu mandava entrar.Segue abaixo o diálogo travado entre eu e o eleitor:
Eu:Moço,qual a sua inicial?
Ele:O Quê?
Eu:A Sua Inicial.
Ele:Inicial...?
Eu:É,a primeira letra do seu nome.
Ele:Alex
E ele não foi o único não...
Obs 2:O balanço da experiência foi positivo,eu topo ser mesária outras vezes =]
E por último,pra quem ainda não se tocou de qual é meu candidato,aqui vai uma foto:

É curioso:quando uma pessoa faz algo que nos magoa nunca pensa que é tão grave do que quando fazemos o mesmo com ela,mesmo quando fazemos sem querer.
E depois nos dizem que somos insensíveis,mas que estão dizendo isso só porque nos amam e querem que a gente evolua.
E então,como saber quem tem razão?
Vale a pena pedir desculpas mesmo quando se acha que não está errada?
Volta e meia eu tenho que pagar alguma coisa no banco,e desde que me entendo por gente,todas as vezes as filas são quilométricas,mas terça-feira passada eu resolvi dar um basta.(Tá,não foi assim tão dramático),mas enfim,fui ao banco pagar uma inscrição.Tinham dois caixas atendendo,um atendia a fila dos idosos e o outro à minha fila,na minha frente tinham cinco pessoas que foram ignoradas pelo atendente que estava fazendo sabe Deus o quê,depois de algum tempo,Vossa Alteza,o atendente resolveu atender umas duas pessoas,depois simplesmente levantou e foi embora,sem dar satisfação nenhuma.Descobrimos depois que ele tinha ido almoçar;nisso o caixa da fila dos idosos teve que atender duas filas.E o povo reclamando da demora e reclamando que ninguém reclamava,eu inclusa nisso.Depois de ficar mais ou menos uma hora lá,sendo que o máximo permitido por lei é trinta minutos,paguei o que tinha que pagar.Foi então que resolvi me desligar do povinho que só reclama que ninguém reclama:resolvi reclamar.Perguntei a um segurança com quem eu poderia reclamar,ele me olhou como se eu fosse um E.T e me indicou um funcionário qualquer do banco,fui até esse funcionário e fiz minha reclamação,ele,muito solícito como é de praxe nessas situações,disse que eu teria que esperar a gerente que estava almoçando,eu disse que esperaria.Nisso fui sentar num banquinho próximo a fila,que, a esta altura já estava gigantesca,aí comecei a falar,que eu ia reclamar,mas que como só eu ia reclamar eu ficaria com cara de idiota,e que as pessoas só reclamavam que ninguém reclamava,mas reclamar que é bom...*Nesse momento,uns me olham como se eu tivesse alguma doença mental,outros dão risinhos de escárnio*
Depois disso algumas pessoas viram a luz,e depois que EU fui reclamar com a gerente,elas foram também.A gerente disse que não poderia fazer nada,que reclamava da falta de funcionários sempre nas reuniões e que ninguém dava jeito.Resolvi não me abater,já que eu tinha começado,eu ia terminar;perguntei com quem eu poderia reclamar e ela me disse para telefonar pra ouvidoria (não me deu o número,falou pra eu descer e pegar no mural).Desci e uma senhora desceu também para pegar o telefone;quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi telefonar pra ouvidoria,pediram meu nome completo,cpf,telefone,enfim,e falaram que o Banco do Brasil ligaria em no máximo três dias me propondo uma solução.
No segundo dia,meu pai conta que o banco realmente ligou,ele deu meu telefone,mas como eu estava em aula não atendi,depois vi o número nas chamadas perdidas,mas como eu sou mão-de-vaca e não ligo pra números que não conheço,desencanei.Quando cheguei em casa meu pai disse que a funcionária havia ligado de novo e pedido muitas desculpas e dito que os clientes têm que reclamar mesmo,pois só assim eles tomam ciência dos problemas.
Eu ainda não voltei ao banco pra saber se o problema foi resolvido,particularmente eu não creio que eles vão fazer alguma coisa,mas gostei deles terem me dado uma satisfação (apesar de não terem dado uma solução),mostraram algum respeito ao cliente.Afinal é um absurdo você ter que esperar numa fila enorme porque o banco só tem dois caixas;e se um fica doente?eles vão fazer o quê?
A quem interessar possa,eu acho que eles não vão resolver o problema porque as pessoas só reclamam que ninguém reclama,mas na hora de dar um telefonema gratuito pra reclamar,ninguém se mexe.
Obs:Neste instante,meu pai está ligando para a operadora de tv por assinatura,porque para variar,o serviço não está funcionando direito.
Obs 2:Sonho com o dia em que todos os clientes passem a exigir serem atendidos respeitosamente,e que por conseqüência,as empresas,públicas ou privadas,passem a agir dignamente.

Quando o acordo ortográfico foi aprovado conseguiu de imediato minha desaprovação,agora que está sendo posto em prática conseguiu o meu ódio.
Primeiro,porque eu acho absurdo quererem mudar por decreto o modo como mais de 200 milhões de pessoas escrevem,desconsiderando as diferenças entre os países e a vontade de seus habitantes.Eu,por exemplo,não me lembro de ter sido consultada sobre esse acordo,aliás nem eu,nem ninguém,aprovaram e fim de papo,se gostou,gostou,se não gostou que se adapte.Bonito,não?
Eu me pergunto quem vai lucrar com isso,porque sem sombra de dúvida alguém vai lucrar,mas até agora não descobri quem,porque para mim esse acordo só traz prejuízos,é um processo dispendioso e que entrava o dinamismo da língua.Fora isso,não é porque a grafia vai mudar que portugueses e brasileiros se entenderão melhor,afinal o que vai mudar é a grafia,não o sentido das palavras.Por exemplo:"Chávena",não importa se vai ter ou não acento,os brasileiros vão continuar não entendendo o que significa,e aí,qual vai ser o próximo passo?impedir os portuguesses de usar essa palavra?
O mesmo vale para gírias e outras expressões.Enfim,o que que quero dizer é que Brasil e Portugal são países diferentes, têm culturas diferentes e,apesar de alguns negarem,falam línguas diferentes.E não é uma ortografia mais unificada que vai mudar isso,nem trazer mais prestígio para a língua no cenário mundial.Um émpresário,por exemplo,que queria investir no Brasil,de quê vai adiantar ele aprender uma grafia unificada da língua se ele não souber como ela é falada no Brasil?
Para finalizar,eu garanto que,ao menos esse blog não vai fazer parte desse estúpido acordo ortográfico.
*Chávena significa Xícara (creio eu).
