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    Templates da Lua

    06/12/2009

    Meu Mestre,"Minha Vida"

    Como prometido,hoje eu volto com um textinho mais alto astral.Os personagens desse post são bizarros mas são inofensivos (ou quase).Sem mais delongas,comecemos:

    1 - A Maluca da Aula de Francês

    A primeira vez que tive aula de francês foi no ensino médio.Relembrando a doida que me dava aula,eu me surpreendo de ter me apaixonado pela disciplina.Há que se ressaltar que eu fui um caso isolado.Ninguém mais gostou da matéria.Culpa dela,em grande parte.Todo mundo a achava très folle.

    Para começar,eram raros os dias em que ela dava aula de francês.Ela preferia discursar sobre lendas hindus/budistas/insiraaquireligiãoexótica.Quando ela começava,era uma tortura.Além de não terem nada a ver com os temas das aulas,não faziam sentido algum e eram muito chatas.Quando ela terminava,os alunos se entreolhavam perguntando-se telepaticamente: "O que que essa mulher fumou?".O pior,é que qualquer comentário nosso poderia desencadear uma nova viagem ao oriente.Se alguém perguntasse,por exemplo,como se dizia "branco" em francês,ela começava a falar que o branco na Ásia representa o luto,e depois vinha com umas 500 fábulas budistas sobre a morte.Nem preciso dizer que no final da aula o indivíduo incauto saía de sala sem ter resposta para a sua pergunta,né?

    Um outro problema,era que ela era um pouco sincera (e intrometida) demais,digamos assim.Uma vez,assim que eu entrei na sala,ela olhou pra mim e disparou: "Você engordou?".Quer dizer,não bastava eu ter tomado um toco do "Príncipe das Trevas" poucos dias antes.Não.Eu ainda tinha que ouvir que eu estava gorda (E detalhe que eu estava gorda por que eu tinha levado um fora do príncipe das trevas.Desde o famigerado "E?" eu ia todos os dias a pastelaria da esquina afogar as mágoas)!

    Para desfazer a minha cara de tacho,eu resolvi responder.Disse "Sim!".Tentando fazer ela perceber a indelicadeza da pergunta (por que ela não tinha percebido!).Aí,ela demonstra mais uma vez a falta de senso e continua o insano diálogo:"Porquê?" ela perguntou."Por que eu como" eu respondi.

    E para fechar esse trecho,a sua última birutice da qual me lembro.Resolveu organizar uma apresentação de dança com os alunos.Dançaríamos ao som de uma música francesa bem antiguinha.Ela tocou a música pra gente à exaustão.Agora perguntem se a apresentação aconteceu.Óbvio que não.Ninguém aceitou se submeter a tamanho ridículo.

    Mas pensando bem,até que no fundo,no fundo (beeeem no fundo mesmo) eu gostava dela.

    2 - O "Gostosão" do Cursinho

    Esse eu conheci no pré-vestibular.Professor de História.Até que dava uma aula legal,coitado.Mas era muito sem-noção.Acho que ele não tinha espelho em casa,ou nunca se olhava neles.Ele (e só ele,que fique bem claro) achava que ele era bonito.Não só bonito,gostoso.E ficava cantando as alunas.Eu,inclusive.Ficava piscando pra mim durante as aulas.Na cara dura (só a cara,sem outras coisas duras,antes que vocês pensem besteira).Um dia eu estava lendo um livro sobre linguagem corporal,antes da aula começar.Ele vira pra mim e pergunta (piscando) se o livro dizia o que piscar com um olho só significa.Eu disse que não.Eu sabia,mas preferi me fazer de desentendida.Evidentemente que o que ele fazia era anti-ético,mas era tão esdrúxulo que eu me esquecia disso.

    O ponto alto das aulas dele foi um dia em que ele contou a história de um amigo.Segundo ele,o cara trabalhava como professor de ginástica numa academia badalada,e a noite fazia um bico de stripper no clube das mulheres.Aí vem a parte engraçada.O professor diz que,por ele,também seria stripper no clube das mulheres.Um homem de quase um metro e meio.Mais feio que batida de trem.Eu gostaria de pôr uma foto dele aqui para vocês terem noção do ridículo da coisa.Mas não posso.Tenho medo de processo (e também,o cara não era má pessoa pra eu esculachar ele desse modo).Contudo,acho que mesmo sem imagens,ainda posso ajudar vocês na visualização.Imaginem o Zangado,d"A Branca de neve e os Sete Anões" como stripper no clube das mulheres.Imaginaram? Então agora eu tenho certeza que vocês compreendem.Eu fico imaginando que,na remota possibilidade de alguém contratá-lo para tão pitoresca tarefa,as mulheres pagariam para ele sair do palco.Mas enfim,é só minha opinião.

    Diferentemente da maioria dos professores cujas peripércias foram relatadas nessa série,as aulas dele pelo menos eram divertidas =]


    Escrito por princesa_mestica às 00h04
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    05/12/2009

    Meu Mestre,"Minha Vida"

    Aproveitando que eu ainda estou com ódio da professora do post anterior,venho aqui destilar mais veneno contra outras criaturas que jamais deveriam ter entrado numa sala de aula para lecionar na vida.

    1 - A Castradora

    Nunca vou me esquecer dessa história.Acho que quando eu tiver 100 anos ainda vou conseguir contá-la com todos os detalhes,tamanho o absurdo da situação.Creio que essa mulher foi a segunda pior professora que eu já tive (a pior vai vir logo abaixo).

    O caso foi que,num não tão belo dia,ela pediu que escrevêssemos uma redação.Como eu sempre gostei de escrever, me apliquei para fazer um trabalho legal.Fui uma das primeiras a terminar.Levantei e entreguei o texto pra ela.Ela deu uma olhada (veja bem,ela não leu,ela simplesmente passou os olhos por cima),e rasgou.Ali,na frente de todo mundo.Eu fiquei em estado de choque.Ainda hoje quando eu me lembro me parece surreal demais pra ser verdade.Mas foi.Eu tinha nove anos.Que tipo de professora faz isso com uma criança?Devíamos tê-la processado.Mas enfim,agora já foi.O que me cabe agora é continuar com a história.Eu fiquei olhando pra ela sem saber o que fazer.Ela disse que a letra estava ruim.Voltei pra minha carteira e refiz a redação.Entreguei para ela e ela rasgou de novo.Voltei pro meu lugar e fiz uma nova redação.Ela rasgou pela terceira vez.Eu voltei pro meu lugar,não mexi mais nenhum músculo e fiquei esperando a aula acabar.Me pareceu que eu fiquei ali,olhando pro quadro,por uma eternidade.Não sei como consegui me controlar e não chorar.Depois disso minha mãe me tirou do colégio.Isso foi meio que a gota d'água.Por que eu já vinha reclamando do colégio antes.Era um colégio de freiras.Rígido e tal.E pra eu dizer que era rígido é por que era mesmo.Nunca fui uma criança mal comportada.Pelo contrário,sempre adorei disciplina.Todo mundo quietinho fazendo o dever.Minha mãe disse que eu falei pra ela "aqui na escola não pode nem sorrir".Eu não lembro disso em particular,mas acredito que eu disse sim.Ela nunca esqueceu disso.

    No colégio tinha outros professores sem um mínimo de empatia,mas nenhum como essa mulher.Eu gostava mais do padre que dava aula de religião do que dela.Os alunos tinham medo dela.Essa é a palavra.Medo.

    Pensem no estrago que ela poderia ter causado.Eu poderia ter desistido de escrever qualquer coisa pro resto da vida.E não importa se a letra estava ruim ou não.Nada justifica.

    Por favor,não ponham seus filhos em colégios de freiras.Não importa o quão aparentemente bom possa ser o ensino.Não vale a pena.

    Evidentemente que isso poderia ter acontecido em uma escola normal.Mas eu tenho certeza que uma escola normal não apoiaria a professora como o meu antigo colégio fez.

    2 - A Descontrolada

    Essa história macabra foi protagonizada por uma professora de matemática (Os piores professores,disparado).Ela nos mandou desenhar em um plano cartesiano as ordenadas de um problema lá.Era para fazer numa folha de papel quadriculado.Sempre fui péssima tanto em matemática quanto em desenho.Como tinha que fazer,eu fiz.Mostrei pra ela e ela disse que estava ruim.Não explicou o por quê,para variar.Tentei de novo.Ruim.Mais uma vez.Ruim.Mais esperta do que na terceira série,desisti de mostrar o trabalho pra ela.Então ela resolveu ir conferir de mesa em mesa.Viu que eu não havia corrigido o meu (como,se eu não sabia o que estava errado?).Se dispôs a mostrar na prática o que ela queria (num raro momento de disposição pedagógica).Aí vem a pérola.A demonstração de ética profissional.Enquanto desenhava,ela vira pra mim e fala: "Ai Raiza,vou te dar um socão!".Não estou brincando não.Foi exatamente com essas palavras.Cheguei em casa  e comecei a chorar,evidentemente.Meu pai ligou para a secretaria do colégio e narrou tudo,exigindo que ela se desculpasse.Na outra aula ela se desculpou publicamente,me constrangendo ainda mais.Teve a cara de pau de dizer "Vocês acham que eu realmente faria isso (me bater)?".Numa atitude covarde,ela procurou deixar os outros alunos contra mim.Coagida,eu desculpei.Fora isso,não aconteceu mais nada com ela.Aconteceu comigo,que tive que continuar convivendo com ela durante mais uns longos meses.

    3 - A Histérica

    De novo,uma professora de matemática.Desta vez da oitava série.Como eu já tinha tido aula (de inglês) com a filha dela,e a menina era um doce,achei que com ela fosse ser igual.Grande engano.A mulher era louca.E dava aula mal,evidentemente.Ela falava gritando tanto, que mesmo no fundo da sala (onde eu ficava pra ela não cuspir em mim nem me deixar surda) o volume era infernal.

    Foi ela quem me deu meu primeiro zero.Num teste.Eu sabia a fórmula para resolver as questões.Só troquei um sinal.O que provocou um erro em todos os resultados.Mas a fórmula eu sabia.Contudo,pra ela o que importava era o resultado final.

    O método de ensino dela,como eu já disse,também não colaborava para que eu aprendesse o conteúdo.Ela tinha uma postura tão agressiva que eu ficava receosa de perguntar as coisas.Lembro de uma vez que eu fui perguntar o que estava escrito no quadro.Falei "Professora,que número é aquele dentro daquelas coisinhas ali?"Resposta:"COISINHA NÃO,AQUILO ALI É PAR ORDENADO!".O número que era o importante,eu fiquei sem saber qual era.

    E quando tudo ia bem e eu entendia a proposta do exercício e sabia como fazê-lo,ela corrigia tão rápido que eu nunca conseguia alcançá-la.

    No fim das contas,acabei passando na matéria dela.Mas não sem antes enfrentar as recuperações,é claro.

    Obs:Eu sei que a proposta dessa série é fazer uma crítica bem-humorada aos professores,mas dessa vez não teve como.Por que não teve graça em nenhum dos casos.

    "Então porque você resolveu contá-los?"

    Por que eu uso o blog para desabafar,e por que esses casos estavam entalados na minha garganta faz tempo.Tinha que compartilhar com vocês.Todavia,prometo que vou tentar postar coisas mais alegres nesse espaço.

    Se você não quiser esperar até o próximo post da série,você pode ler os antigos,que creio eu,conseguem pelo menos provocar um risinho amarelo.

    Ei-los:

    Cálvaro - O vagabundo ressuscitado

    A.C - O Mendigo

    R. - O Peter Pan Do I.S.E.R.J


    Escrito por princesa_mestica às 16h16
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    04/12/2009

    Sobre Essa Estória de Negociação

    Faz semanas que eu quero escrever sobre isso,mas não tinha tempo ou então não sabia como estruturar o raciocínio direito.O primeiro problema foi resolvido,quanto ao segundo,me lixei pra ele.Preciso escrever sobre isso,ainda que fique uma bosta.

    Eu não sei como funciona em outras faculdades,mas na faculdade de História temos um problema.@ professor(a) te manda ler uns vinte textos sobre determinado tema.Pode ser qualquer coisa,desde a vida dos camponeses franceses na idade média,até as leis romanas.Invariavelmente,os textos são recheados de informações sobre as relações de poder na sociedade.Você lê.Lendo,fica claro que existe um grupo oprimido e um grupo que oprime.Não se trata de maniqueísmo,e sim de uma conclusão óbvia.Vou exemplificar pra ver se fica mais fácil de entender.A minha professora de História Antiga 2 resolveu dar a prova sobre sexualidade no império romano.Passa uma pilha de textos sobre a situação da mulher em Roma.Graças a esses textos,você descobre que existiam uma caralhada de leis contras as adúlteras (mas não contra os adúlterOs),que as mulheres viviam menos,que só podiam se ocupar de uma única função (cuidar da casa e dos filhos),etc etc etc.Qual é a conclusão a que chega qualquer ser humano com pelo menos um par de neurônios?

    As mulheres eram oprimidas na sociedade romana.

    Não há o que discutir,é óbvio.O desnível de poder é flagrante.

    Porém,contudo,todavia...Você não pode escrever isso na prova.

    Louco,não?

    Pois é.Parece haver um complot na academia para não reconhecer as situações de opressão.

    Eu,ingenuamente,escrevi o óbvio ululante na prova:havia uma valorização da sexualidade masculina como forma de exercer poder.E isso vinha da conjuntura social da sociedade romana,na qual o homem era dominante.

    Resultado? Ela me reprovou.Não só a mim,mas também a um monte de gente que,desavisadamente,respondeu a mesma coisa.

    Aí vêm o discurso:

    "Não,as mulheres não eram oprimidas em Roma.Elas negociavam.Cediam de um lado para ganhar de outro.Não havia machismo em Roma.A família,que era a instituição mais preciosa para os romanos,estava nas mãos das mulheres.Se as mulheres fosse boas mães,se cumprissem seu papel social,não havia machsimo que pudesse contra elas."

    Eu não estou inventando não.Eu ouvi isso.Com esses ouvidos que a terra há de comer.É nessas horas que eu repenso aquele ditado "Antes ouvir isso do que ser surd@".

    Reparem bem numa coisa:Eu não disse que as mulheres romanas não tinham direito nenhum.Eu não disse que elas não tinham função social.O que eu disse (e,repito,os documentos que ela passou atestam) foi que os homens tinham muito mais direitos que as mulheres romanas.Se não existe opressão nisso,então eu não sei mais o que é opressão.

    Parece que hoje em dia ficou feio dizer essas coisas.Não sei por quê.

    Prestem atenção:Eu não disse em nenhum momento que não havia negociação.Eu não disse que as mulheres não ganhavam nada submetendo-se ao papel social.Por que eu sei que ganhavam.Se a Domina tivesse a sorte de parir uns 12 filhos (homens,deixo bem claro) e sobrevivesse pra contar a história,então ela teria prestígio social sim.O que eu estou querendo chamar atenção aqui é que a negociação não era justa.Ou a mulher se submetia ao seu papel social ou era rechaçada.Que merda de negociação é essa?Negociação pra mim é quando duas pessoas (ou grupos) negociam em igualdade de condições.Vamos dar outro exemplo para facilitar a compreensão.Algo mais moderno.Vamos supor que existe uma empresa.Com um patrão e um monte de funcionários.O patrão é muito mais rico que os funcionários.Os funcionários dependem daquele patrão pra viver.Um dia,o patrão chega e diz:"Preciso que vocês todos trabalhem até mais tarde pelo resto do ano.Para tanto,vou aumentar o salário de vocês em R$0,05".Os funcionários tem duas opções:ou trabalham mais e deixam o patrão mais rico,enquanto por sua vez,não recebem quase nada em troca,ou são demitidos.Veja que o funcionário pode escolher.O patrão não vai acorrentá-lo a mesa do escritório e forçá-lo a fazer hora-extra.Mas isso parece uma negociação justa para vocês?

    Pois é.E praticamente todos os profesores defendem isso.Que isso é perfeitamente normal.

    E aí eu me estresso,né? Por que eu não tenho sangue de barata.Por que eu entrei na faculdade de História para saber como a opressão se deu através dos tempos e não para fingir que ela não existiu.Para isso eu não precisaria estar na faculdade.

    Resumo da Ópera: Professora reaça 1 x 0 Raiza

    Mas esse foi só o primeiro round.Estou vencida,mas não convencida.


    Escrito por princesa_mestica às 13h19
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    30/11/2009

    Da série "Eu sei o que é melhor pra você"

    Sim,"série".Por que,infelizmente,eu tenho certeza de que as pessoas não vão aprender essa lição tão cedo.

    Eu tenho certeza de que todo mundo conhece essa novela:Você vai lá tod@ confiante fazer uma coisa que há tempos você estava planejando.Você imagina como vai ser lindo e como isso vai te realizar como pessoa,blá blá blá,todo aquele papo Paulo Coelho.Até queee...Alguém chega perto de você,arregala os olhos e fala com aquela voz de coveiro: "Você só pode estar maluca!Você acha mesmo que isso tem a mínima condição de dar certo?!" Sabe aquele sorriso enorme que você tinha na cara até poucos segundos atrás? Então,pode catar os caquinhos do chão.

    Antes que vocês digam "Inveja é uma merda,faz o que você quiser e liga o foda-se" eu tenho que informá-las que nem sempre esse discurso sai da boca de invejos@s.E é aí que mora o problema.Por que se fosse um(a) recalcado(a) qualquer que dissesse isso a solução seria simples,bastaria usar a frase acima (acrescentando-se um "cuida da sua vida,seu inútil!") que o problema estaria resolvido (a príncipio,mas aí já é assunto pra outro post).O verdadeiro problema é quando esse tipo de conselho não socilitado vêm de pessoas que nós sabemos que nos amam.É aí que a bosta fede,se me permitem a expressão deselegante.Por que as pessoas têm mania de achar que só por elas nos amarem elas automaticamente sabem o que é melhor pra gente.E,bem,não é bem assim que a banda toca.E aí a gente fica numa encruzilhada,por que ao mesmo tempo em que queremos satisfazer nossas necessidades e desejos,não queremos magoar os outros.Aí a gente tenta explicar o nosso ponto de vista.Mostrar que,sim,embora não pareça,nós avaliamos os riscos do projeto.Mas tem gente que simplesmente não entende.Ou não quer entender.Estão tão cegos com seus medos (as vezes até fundamentados,mas sempre exagerados) que fecham olhos e ouvidos para qualquer outro ponto de vista.Não percebem que seu cuidado as vezes fere.Querem tanto nos proteger da vida que acabam nos impedindo de vivê-la em plenitude.Não conseguem separar amor de controle.Pensam "preciso protegê-la mesmo que ela não queira!".E com isso a única coisa que conseguem é que nos afastemos deles.Afinal,quem quer ficar perto de alguém que diz o tempo todo que seus sonhos são irreais e perigosos?É uma situação triste.No fim das contas,acabam os dois lados estressados.O superprotetor fica paranóico achando que o protegido vai acabar se matando,e o protegido fica com raiva e desestimulado.

    Acho que o ponto principal desse problema é que muitas pessoas tem dificuldade de entender que as outras pessoas não são idiotas.E que elas podem sim se cuidar sozinhas.E que ainda que seus planos pareçam perigosos não cabe a ninguém julgar.O que pode ser feito é orientar a pessoa,pro caso do seus planos darem errado.E não simplesmente dizer "isso não vai acabar bem".Por que isso ofende e magoa.É preciso humildade para aceitar que embora se queira bem as outras pessoas,nós não sabemos o que é melhor para elas.Você não está na minha cabeça para saber do que eu realmente necesito.Você não convive com os meus amigos o suficiente para saber se eles prestam ou não.Você não sabe se eu estou disposta a arcar com os riscos .E o mais importante,embora você me ame,e disso eu não duvido,você precisa entender,que você NÃO sabe o que é melhor pra mim!

    Quem sabe de mim sou eu!


    Escrito por princesa_mestica às 13h47
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    21/10/2009

    Minha Contribuição Para A Blogagem Coletiva do "Love Your Body Day"

    As mulheres estão sendo plastificadas em massa. Estão se tornando barbies ambulantes. Estão ficando a cada dia que passa, menos humanas. Por que seres humanos não são de plástico, seres humanos emitem odores,se movimentam,envelhecem,carregam em si as marcas da vida que levaram. E as mulheres são forçadas a fugir de tudo isso. Pense nas imagens que você vê de mulheres nas fotografias, nos filmes, etc. Elas parecem reais?

    Eu lembro que há pouco tempo eu estava vendo um filme qualquer, e num dado momento tinha uma cena de sexo. No final do ato, a moça de levantava e andava pelo quarto. E apareciam suas axilas e sua virilha, sem depilação. Enquanto ela respirava, eu podia ver suas vértebras. E eu achei estranho. Achei estranho ver uma mulher real num filme. Assim como eu acho estranho ver mulheres reais todos os dias na rua. Por que elas contrastam grandemente com as imagens de bonecas infláveis vendidas pela mídia. Imagens de bonecas que são vendidas aos pedaços. A boca da Angelina Jolie, a bunda da mulher melancia, etc. Tudo como em um açougue. Nunca uma mulher completa, jamais uma mulher real.

    Eu sei que como eu, muitas pessoas estranham quando encontram uma mulher humana,se assustam até. Sei que as mulheres, em particular, se assustam quando observam o próprio corpo. Por que ele é diferente dos corpos padronizados vendidos pelas revistas “100 maneiras de conquistar seu homem”. Acho que nos assustamos, por que vemos no espelho corpos habitados. Diferentes daquelas cascas ocas mostradas freqüentemente para nós. Nos assustamos,por que quando olhamos nosso corpos no espelho,eles existem para nós.E só para nós.Não são objetos de exposição.Talvez seja isso que as mulheres precisem lembrar.Que os corpos são nossos.Nós temos direito a eles.Eles nos pertencem.Pensem,se ninguém pudesse ver seu corpo,você ainda assim o acharia feio?

    Uma pergunta melhor: Se não fôssemos tão bombardeadas com imagens de corpos artificiais, acharíamos os nossos feios?

    Eu me fiz essas perguntas e minha resposta foi “Não”.

    Me perguntar essas coisas foi o primeiro passo para aceitar meu corpo do jeito que ele é:Belo.

    Este texto é dedicado à Gabi, que tem um corpo lindo, embora ela não acredite.

    Mais Sobre O "Love Your Body Day" Em:


    Dia de Amar Seu Corpo


    Escrito por princesa_mestica às 16h19
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    05/10/2009

    Coisas Que Eu Aprendi Nessa Vida

    A vida, a gente gostando ou não, sempre nos ensina muita coisa. Hoje eu resolvi vir aqui e compartilhar com vocês algumas coisinhas que eu aprendi ao longo desses 19 anos.

    1 – Nunca, JAMAIS, emprestar coisas para alguém que não seja muito íntimo.

    Essa lição eu aprendi no início do ano passado,quando num dia comum,eu resolvi levar o jornal para a faculdade.

    O jornal daquele dia veio com uma revista dentro. Normalmente a revista era bem chata, mas nesse dia em especial tinha vindo com um artigo fantástico. Sabe aquelas raras ocasiões onde alguém consegue expressar um sentimento seu como se te conhecesse? Então. Era assim o artigo. E eu estou lá, lendo-o,quando um colega pede a revista emprestada. Achei que não teria nada de mais emprestar e quando terminei de ler,passei pra ele.Deixei a revista com ele o dia todo.No final de todas as aulas,quando eu fui pedir de volta,sabem o que ele me disse?

    - “Ué, eu não te devolvi não?”

    -“Não” – Eu disse, já temendo pelo pior.

    -“Pô, eu emprestei pra fulana, deve estar com ela.”

    E eu lá, com cara de tacho, sem saber o que dizer. Ele prossegue.

    -“Pô, foi mal, eu vou te trazer outra amanhã”.

    Acho que eu nem preciso dizer que o amanhã nunca chegou né? O Energúmeno me apareceu, um mês depois, com uma revista que não era a do dia em que saiu o artigo.

    Nunca mais falei com ele. E agora tomo muito cuidado ao emprestar minhas coisas. Qualquer coisa. Pode ser até uma borracha. Se eu não confio na pessoa digo que esqueci em casa. Se a pessoa pedir o objeto enquanto eu estou com ele na mão, digo que é da minha mãe/do meu primo/do papagaio do vizinho/etc. e que sem autorização do dono não posso emprestar.

    2 – Não discutir com idiotas.

    Essa eu ainda estou tentando internalizar. É difícil, mas eu sei que um dia eu consigo.

    Alguns de vocês vão dizer: “Mas se a gente não discute com as pessoas, como é que elas vão poder mudar de opinião?”. Pois então meus queridos. Pessoas idiotas não mudam de opinião. Elas são como portas. Você discute com a sua porta?Então, é o mesmo princípio. Eu aprendi que só vale à pena discutir com quem está minimamente disposto a ouvir. Com os outros não vale a pena eu gastar o meu latim.

    “Mas tia Raiza, e quando os idiotas insistem em discutir com a gente?”

    Concordem com tudo. Estressa na hora, mas é a melhor solução a longo prazo. Uma vez que o idiota tiver certeza de que te convenceu a morar em idiotalândia, ele pára de te encher o saco.

    3 – Trabalhe Sozinh@ Sempre Que Possível

    Quanto mais dividido for o trabalho, maiores são as chances de que alguma merda aconteça. Ainda que você não saiba fazer o que precisa ser feito, tente antes de pedir ajuda. É bem capaz de você se estressar menos fazendo sozinh@ uma coisa que vai dar errado do que fazendo em grupo uma coisa que vai dar certo.

    Reparem que nem tudo que eu aprendi me fez necessariamente uma pessoa melhor.Mas que foi útil foi.


    Escrito por princesa_mestica às 18h00
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    04/10/2009

    Sobre A Eutanásia

    Eu ainda não vi “Mar Adentro” e também não tem nenhum caso recente sobre esse tema sendo comentado na mídia. O assunto simplesmente me veio à cabeça e eu resolvi comentá-lo. Vou me posicionar logo de início. Eu sou a favor da eutanásia. Eu creio,ao contrário dos religiosos,que a vida é nossa e podemos fazer com ela o que bem entendermos, desde que não prejudiquemos outras pessoas. Para mim, a vida é um direito, não uma obrigação.

    E eu também preciso dizer que ficar presa a uma cama, dependendo dos outros para tudo, não é o que eu considero vida. Isso é uma sobrevida. Entre sobreviver e viver existe uma diferença gritante. Quando nós vivemos, fazemos isso com entusiasmo. Mesmo que não estejamos sempre bem-humorad@s. Quando vivemos estamos existindo por que queremos, não por obrigação.

    Pensem bem e sejam honest@s: Se fossem vocês que estivessem desenganad@s pel@s médic@s, sendo submetidos à tratamentos dolorosos que não dão resultados,vocês agüentariam ficar esperando um milagre?

    Se não, por que submeter os outros à isso?

    Eu sei que se fosse comigo, eu iria preferir morrer. E digo isso sem um pingo de culpa.

    “Mas e se fosse um parente seu que quisesse morrer?” vocês vão perguntar. Eu apoiaria. Com toda a dor no coração, mas eu apoiaria. Eu iria querer vê-l@ bem, ainda que não estivesse mais perto de mim.

    Isso me lembra de fazer uma ressalva: Eu só sou a favor da eutanásia quando @ paciente está lúcid@ e pode decidir o seu futuro. Quando a pessoa está em coma, por exemplo, por mais que ela possa estar sofrendo, eu acho que ela deve continuar recebendo tratamento. Não me sinto bem com a idéia de que alguém vai tirar aquela vida sem que a pessoa possa se defender.

    Em resumo, o que eu estou tentando dizer desde o começo, é que a morte não é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Falta de solidariedade é bem pior.


    Escrito por princesa_mestica às 13h51
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    03/10/2009

    Todo Castigo Pra Trouxa É Pouco

    Eu devo ter cara de idiota. É a única explicação. Um dia ainda vou tatuar “Imbecil” na minha testa. Assim as pessoas já ficam de sobreaviso e eu nunca me esqueço. Por que só sendo muito imbecil mesmo pra chegar sempre na hora nos encontros e ficar esperando meia-hora por gente que não avisa que vai se atrasar e depois chega com a maior cara lavada e simplesmente pede desculpas. Ou nem pede. Ou simplesmente não vai ao encontro. Que foi o que aconteceu hoje. Reparem só na moral que eu tenho com os outros: A pessoa não me vê há anos e quando marcamos um encontro me deixa lá plantada.E nem fui eu quem marcou o encontro.Ela que insistiu pra me ver.E fez chantagem emocional e o cacete.”Você não liga pra mim,você já me esqueceu,e blá blá blá”.Pra vocês terem idéia do grau da minha burrice,eu ainda pensei em comprar um presente pra criatura.E ainda fui procurar um orelhão dentro do shopping pra não ter que ligar a cobrar.E eu nem queria ir encontrá-la.Eu estou morta de cansaço.A única coisa que eu queria fazer era voltar pra casa e dormir.Mas eu fui.Gastei dinheiro na passagem e no lanche,por que eu tive que comer no shopping,já que já tinha passado da hora do almoço.Trouxa.É isso que eu sou.Eu nem sei se sinto mais raiva das pessoas ou de mim.Por que isso acontece freqüentemente.Isso da pessoa sempre chegar muito depois do combinado.E não telefonar.E não atender o telefone.Ou desmarcar encontros agendados com semanas de antecedência e eu só ser avisada quando eu ligo pra pessoa,na véspera.Mas tudo bem.Agora eu aprendi.Por que, né? Um dia a gente cansa. A partir de agora, só vou ter consideração com quem tem comigo. Anotem aí pessoas: Hoje morreu uma otária.


    Escrito por princesa_mestica às 15h06
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    29/09/2009

    Causos Antigos:Traumas de Infância

    “Mas,porque só na infância?” Por que,minhas queridas,se eu fosse contar todas as situações traumáticas pelas quais eu já passei na vida,a gente não saía mais daqui.É preciso fazer um recorte,como diz o pessoal lá do I.F.C.S. Então eu escolhi a infância,que eu creio ser a parte das nossas vidas onde os traumas são mais esdrúxulos.Então vamos lá:

    Primeiro Caso: A Doação de Brinquedos No Dia de São Cosme & Damião

    Acho que foi a proximidade da data (domingo passado) que me fez lembrar dessa história.

    Eu não sei como é aí onde vocês moram,mas aqui no Rio algumas pessoas costumam (ou costumavam,o que é mais provável) dar,além dos doces, brinquedos para as crianças.O que óbvio,deixava a criançada toda,inclusive eu,elétrica.Então, quando uma vizinha minha (que tinha cinco filhos) se ofereceu para me levar junto com as crianças dela para pegar doces e brinquedos,eu aceitei na hora.Passamos o dia inteiro percorrendo o bairro atrás das guloseimas,até que chegou a hora dos brinquedos.Essa vizinha disse que sabia de um lugar onde dariam brinquedos pro pessoal.Ela disse que era num centro umbandista/espírita e que teríamos que assistir toda a sessão antes de pegarmos os brinquedos.Não gostei muito de saber disso não,mas achei que valeria a pena.Entramos e assistimos as rezas lá.Depois de um longo tempo,em que os sacerdotes esfumaçaram a sala toda ( o que eu achei,na época,uma coisa um tanto quanto bizarra),era chegada a hora da recompensa.Fomos para uma espécie de palquinho que havia em uma das salas do lugar,onde um grupo de idosos fantasiados de crianças (Não estavam vestidos de crianças não,estavam fantasiados mesmo.Sabem aquelas caricaturas de criança? Menino com calça curta e suspensório e menina de vestido e trançinhas? Pois é.Era isso.Na hora eu pensei que mais constrangedor que aquilo,seria impossível.Ledo engano) estava rodeado de brinquedos.Fui até lá e pedi alguns.Aí veio a punhalada.Eu descobri que eles não estavam dando brinquedos.Era PARA NÓS DARMOS as coisas.Minha vizinha,aparentemente,tinha entendido errado o espírito da coisa.Todavia,como eu sempre fui cara de pau,e não estava disposta à,depois de toda aquela fumaça de cachimbo da paz na cara,sair de lá no prejuízo,eu fiquei enchendo o saco de uma velhinha (muito da mal encarada) para que ela me desse alguma coisa.Qualquer coisa.No fim,consegui que ela me desse UMA bolinha de gude.Depois de me dizer com cara feia que eu não era menino.O pior é que nem acaba aí.Quando eu,a vizinha,e a prole dela chegamos à vila onde morávamos,ela foi dividir os doces e deu a maior parte pros filhos dela,sendo que eu é que tinha conseguido a maioria.Coincidência ou não,essa foi a última vez em que corri atrás de doces.

    Segundo Caso: A Maluca do Condomínio

    Esse é anterior ao primeiro. Aconteceu quando eu ainda morava num condomínio. A história começa quando eu, sabe Deus por que,decidi ir colocar umas cruzinhas,que eu toscamente havia feito,numa grutinha de Nossa Senhora que tinha perto da minha casa.Se vocês me perguntarem porquê eu fiz isso,eu,sinceramente,não saberei responder.Acho que foi por que o lugar era fechado,e entrar lá devia ter um quê de aventura,sei lá.Por que já na época eu não acreditava em Nossa Senhora,então a explicação deve ser essa mesmo.Mas,voltando.Fiz o meu lindcho artesanato e lá fui eu oferecer à imagem da santa na grutinha.Tudo transcorreu bem na ida.Mas,na volta...

    Quando eu estava voltando para o meu lar doce lar,uma menina me embarreirou e me impediu de continuar andando.Disse que eu só poderia seguir o meu caminho se eu adivinhasse o que caía em pé e corria deitado.Eu disse que não sabia.Ela disse: “É o Balão!” e rasgou minha blusa.Eu fiquei chocada,comecei a chorar e saí correndo de volta pra casa.Segundo meu irmão,eu fui correndo com as mãos tapando os seios inexistentes até chegar ao apartamento.Lá chegando,contei tudo pra minha mãe,que foi atrás da mãe da garota.Depois minha mãe volta e me explica que a menina tinha problemas mentais.Agora eu entendo (afinal,só tendo problema pra dizer que balão caía em pé e corria deitado) e perdôo,mas na época fiquei puta com a explicação.Eu era daquelas que pensava “É doida,mas não rasga dinheiro!”.No fim das contas,nunca mais encontrei com a garota ( que eu nem conhecia) e segui minha vidinha normalmente.Sem mais oferendas a santos cristãos.

    Terceiro e último caso: Xixi nas calças

    Esse é clássico. Felizmente, pelo que eu me lembro, só me aconteceu uma vez. Em compensação, aconteceu no pior lugar possível: na escola. Tudo começou quando eu pedi à professora para ir ao banheiro. Ela deixou e lá fui eu tirar água do joelho. Eu não sei por que, mas pouquíssimo tempo depois me deu vontade de ir de novo. Repeti o pedido. Ela não gostou muito: “De novo? Mas você acabou de ir!”. ”Tá bom” Falei. E fiquei na sala mesmo. Devia ter ligado o foda-se e ter ido mijar logo.

    Um longo tempo depois,quando eu achei que já tinha se passado tempo suficiente desde a minha última ida ao quarto especial,e quando eu não estava mais agüentando, pedi pra sair novamente. Ela deixou e eu corri para o banheiro. Mas já era tarde demais. Foi eu abaixar o short do uniforme que aquela aguaceira começou a cair.Molhei até os sapatos.Então eu me vi diante de um dilema:O que fazer agora?

    Se eu voltasse pra sala todo mundo ia saber do ocorrido e eu ia ser alvo do escrutínio popular.E como,à época,eu já sabia que criança é um bicho cruel,eu resolvi ficar lá pelo banheiro mesmo.O detalhe,é que faltavam horas para a aula acabar.E eu fiquei por lá,presa no banheiro.Nesse meio tempo,apareceu uma servente,que fez aquela clássica pergunta “Tá tudo bem aí?”.Sim senhora,eu estou toda mijada mas tudo segue na mais perfeita ordem!

    Óbvio que eu não disse isso assim. Só falei “Tá tudo bem”. Depois disso apareceu minha professora, que foi interada pela servente do ocorrido. E eu lá sentada na privada.

    E assim fiquei até o dia de aula acabar.

    Quando a professora formou aquelas duas filinhas (Que, aliás, são abomináveis; isso de se separar entre menino e menina é lamentável. Mas isso é assunto pra outro post.) para levar a criançada pra porta da escola, eu pude ouvir meus coleguinhas comentando: “Será que ela caiu no vaso?”, “Acho que ela tá com caganeira!”, etc. Quando eles finalmente deixaram o caminho livre, eu corri pra minha sala, peguei minhas tralhas, e com a mochila tampando a bunda, fui embora pra casa.


    Escrito por princesa_mestica às 14h18
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    18/09/2009

    Causos Antigos : Ladronagens Testemunhadas

    Ressuscitando a série “Causos Antigos”,hoje resolvi vir falar sobre os assaltos e/ou roubos e/ou furtos que eu já presenciei.Como moradora do Rio de Janeiro,nem preciso dizer que são muitas as estórias.Na verdade,tem uma acontecendo agorinha mesmo (foi esse causo que me inspirou a escrever o post),um pivete roubou o celular de um rapaz e a vítima saiu correndo atrás do ladrão,gritando o famoso “Pega ladrão,pega ladrão” aí um vizinho meu,meio atordoado com a gritaria acabou pegando o primeiro homem que viu correr.A vítima.Agora o ladrãozinho está correndo pelo quarteirão e dando olé nos perseguidores.Mas deixemos esse caso de lado e passemos para os antigos.

    Primeiro assalto presenciado:

    Um belo dia meu pai me pediu para ir ao bar e comprar cerveja pra ele.Me deu uma nota de cinqüenta e lá fui eu comprar a mardita.Chegando no bar encontro dois homens parados na entrada e outros dois caras gigantes de frente para o balcão.Entro no bar e fico esperando a minha vez atrás dos caras.Como eles não estavam falando nada e o dono do boteco já estava colocando alguns produtos em cima do balcão,pensei que eles já tivesse feito o pedido.Me posicionei no meio dos dois,esperando que eles se afastassem um pouco e me dessem espaço pra eu falar com o dono do botequim.Não moveram um músculo.E eu lá pensando: “Porra,que caras mal-educados!”.Até aí,normal,não me abalei muito. De repente eu olho pra baixo e o que eu vejo? Um revólver na mão de um dos caras. Aí caiu a ficha. Eu estava presenciando aquela situação tão conhecida de todos os brasileiros: o assalto. A primeira coisa que eu fiz, instintivamente, foi amassar o dinheiro na minha mão para que os bandidos não pudessem vê-lo. Não me entendam mal, se os caras tivesse visto e quisessem me roubar,eu teria dado a grana.Agora,dar de graça seria burrice.Na época mamãe ficou espantada com o meu grau de apego ao vil metal.Hoje,ela já se acostumou.Eu acho.

    O que eu vi,minhas amigas,foi surreal.Roubaram até miojo do boteco.O que me faz pensar que realmente existe gente medíocre em qualquer ramo.

    Pra minha sorte,os bandidos estavam pouco se lixando pra minha presença ali,surrupiaram o que tinham que surrupiar e foram-se embora.

    Quando eles saíram,eu ainda pensei em comprar a cerveja do velho,mas não deu.O dono da birosca desmaiou.Aí eu voltei pra casa.Mas antes deu tempo de ver os pinguços voltando pro bar e tentando acordar e acalmar o proprietário (afinal,atendente desacordado não vende cachaça).

    Segundo assalto presenciado:

    Eu já devo ter comentado aqui,que quando eu estudava Letras lá no Fundão eu precisava pegar uma carroça de número 663 pra chegar até lá.Pois eu vou dizer uma coisa pra vocês.Acho que mais vergonhoso do que assaltar quem quer que seja,é assaltar @s passageir@s daquele pesadelo ambulante.Quem é obrigad@ a suportar aquele desaforo sobre rodas deveria ser poupad@ de qualquer outro tipo de desgraça.Evidentemente,contudo,os assaltantes dessa cidade não tem os mesmos princípios morais que eu.

    Então,num não tão belo dia,lá estava eu,morrendo de sono e praguejando por depender daquela coisa vulgarmente chamada de ônibus para voltar pra casa,quando,depois de uma hora de espera (pra vocês terem noção de como a coisa era),o desgraçado passa.Entro no ônibus e sento naquele banco solitário atrás do motorista. Na maior parte das vezes isso não era uma boa opção,pois os motoristas da linha tinham o mui educado hábito de peidar durante o trajeto.Mas como nesse dia eu não tava de muito bom humor,e não tava querendo que nenhum velho fedido sentasse do meu lado,resolvi encarar.Foi graças a essa decisão que eu não fui assaltada (pela segunda vez).

    Quando o ônibus estava quase saindo do campus,dois garotos entraram e se sentaram nos fundos.A viagem prosseguiu sem maiores sobressaltos até que o ônibus passou por uma passarela macabra dessas que tem lá na Av.Brasil.Nisso,os caras levantaram rápido  e,berrando,exigiram que o motorista abrisse as portas.Foi aí que eu pude notar a arma por debaixo da camisa de um deles.O motorista abriu as portas e lá se foram mais dois bandidos continuar seu dia de trabalho.Aí,óbvio,começou o burburinho nos fundos do ônibus.As vítimas,meio chorando,meio rindo (pois é o.0) relatavam a violência sofrida.Uma garota contou que pegou todo o dinheiro que tinha na bolsa para dar a um dos bandidos,e que o meliante,muito soberbo,recusou as moedinhas.

    Em seguida a confusão continuou, dessa vez era a contenda entre as vítimas do assalto, que queriam que o motorista as levassem para a delegacia, como manda a lei, e o motorista que queria seguir o caminho normal. No fim das contas,vitória do motorista.As vítimas desceram perto de uma delegacia e foram andando até lá.No resto do caminho,aqueles comentários de sempre “Eu logo vi que era assalto,tava escrito na cara deles”.Ahh os profetas post factum...

    Terceiro assalto/Furto/Blá blá blá, Whiscas sachê presenciado:

    Esse eu vou contar mais pra encher lingüiça, por que nem é tão interessante assim.

    Aconteceu no I.F.C.S (Aliás,acho que caberia escrever um outro post só com as coisas bizarras que ocorrem lá...).Foi durante um intervalo qualquer de uma aula aí da vida.Uma menina que estava ouvindo seu Ipod resolveu ir tirar Xerox de não sei o quê, embrulhou o aparelhinho num saquinho plástico e botou dentro do estojo.Saiu.Quando voltou,inexplicavelmente,o troço não estava mais lá.O bizarro do caso é que eu não vi ninguém pegar o negócio.E era pra ter visto,por que eu estava sentada praticamente atrás dela.Até hoje,ninguém sabe,ninguém viu.A menina deu um pequeno escândalo,deu queixa na polícia,e ficou conhecida por uns tempos como menina do Ipod.O produto do furto nunca mais foi visto.O que me ensinou a desconfiar dos maconheiros hippies lá do prédio.Eles podem não ser tão lesados quanto parecem.Agora eu carrego a minha mochila comigo pra todos os cantos,ou deixo com alguém de muita confiança.

    P.s: Não,Não sou eu a ladra do Ipod.

    P.p.s: Até o fechamento desta edição,não tivemos notícias do pivete do Maracanã.


    Escrito por princesa_mestica às 18h21
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    08/09/2009

    Romance Fail - Parte 2

    Escrevi o post anterior tão rápido que acabei esquecendo de contar um causo.E como o texto fez sucesso resolvi fazer a parte dois,na qual vou contar esse causo esquecido e mais um que aconteceu recentemente.

    Primeiro,o caso esquecido.

    Na minha antiga escola tinha um garoto que gostava de mim desde o primeiro ano. Ele nunca disse explicitamente, mas tava na cara. Nunca dei bola por que sempre o achei feio e chato (não era tão feio quanto o garoto do meu primeiro beijo, mas conseguia a proeza de ser mais chato que o dito-cujo). O “feio” não necessita de explicação, mas vou dizer por que ele era chato. Ele era metido à líder sindical. E era crente, daqueles bem carolas (nada contra crentes no geral, mas tem uns que Deus me livre). Vocês devem estar se perguntando então, porque diabos eu fiquei com ele. Bom, pelo mesmo motivo que eu fiquei com o feio e chato n° 1: Ele tava disponível, e eu não tava pegando ninguém. E nessa época ainda tava borocoxô por que o príncipe das trevas não me queria. E, verdade seja dita, ele era feio, chato, mas nem era de todo mau. Era cavalheiro, carregava minha mochila, me dava atenção e talz. E ele beijava bem. Fui eu quem deu o primeiro beijo dele (hoje eu compreendo o por quê...). E posso dizer que ele aprendeu rápido como se fazia o negócio. Ficamos juntos uma semana. Porque acabou? Por que eu pedi pra dar um chupão nele.Se qualquer um perguntar,ele vai jurar de pés juntos que o motivo não foi esse.Mas eu sei que foi por causa disso,eu não sou assim tão idiota.Ele terminou comigo poucas horas depois do malicioso pedido.E olha que eu pedi com jeitinho,não foi algo como “Posso babar seu cangote?” não.Foi uma coisa delicadinha,foi “Posso beijar seu pescoço?”.Na hora eu vi que ele ficou meio nervoso.Respondeu: “Depois”,mas o “Depois” nunca aconteceu.Quando ele veio terminar comigo,ele deu a desculpa de que era muito jovem para se casar (eu tinha dito uns dias antes que queria me casar antes dos vinte anos).Na hora eu fiquei com pena de dizer que não era com ele que eu queria casar.No fim achei melhor deixar quieto,ele tava terminando comigo mas não era por isso que eu ia tripudiar em cima dele.Quando ele terminou o discursinho dele,crente,crente que eu estava acreditando (Pior! Crente que eu estava ficando triste!) eu disse: “Tudo bem,eu só não gostaria que ficasse clima ruim entre a gente”.Ele me garantiu que não tinha chance disso acontecer.Há.Passou uma semana sem nem me dar bom-dia,o desgraçado.E eu nem tava ligando muito,o problema é que a gente tinha um trabalho pra fazer e eu tinha que ficar perseguindo o príncipe desencantado pra forçá-lo a ajudar em alguma coisa.E isso não era legal.Não é todo mundo que eu gosto de perseguir não.Só os bonitos que têm esse privilégio.Mas a história nem termina aí.Ele ficou meio arrasado com o fim da pegação (por que aquilo nem namoro era,e não era por que EU não quis,que fique bem claro),ficava se lamentando com as amigas e andando de cabeça baixa pelos cantos.Acho que ele ficou ainda mais decepcionado ao ver que eu não estava sentindo tanto quanto ele.Pior,que eu não estava sentindo nada.Ele achava que eu gostava dele,apesar deu nunca ter dito isso,e ter até dado a entender que não era bem por aí a coisa.Enquanto ainda estávamos nos pegando ele mandava mensagens pro meu celular todos os dias,me chamando de meu amor,e ressaltando o quanto estávamos felizes (é,assim mesmo no plural).Eu nunca respondia.Primeiro por que eu não sabia o que responder,e segundo por que meu celular nunca tinha crédito e eu não achava que valia a pena botar crédito no celular pra mandar mensagem pra alguém que dizia que não ia sair comigo aos sábados por que ia pra igreja.Tirando o fato relatado acima dele ser meio pudico (pra não dizer fresco) nós ainda discutíamos dia sim,outro também,por que ele tinha umas opiniões meio machistas e reacionárias.Mas eu nem sinto raiva dele,foi legalzinho enquanto durou.Mas ainda restam algumas linhas pra finalizar essa história.Logo depois que ele terminou comigo ele resolveu namorar com uma menina crente.Sabem? Aquele tipo de garota que nunca pediria um beijo vampírico pra ele.Pois bem,lá foi ele,crente,crente que namorava a própria Virgem Maria,quando a garota chega pra ele e diz que quer ficar com ele E com o namorado.Sim,senhoras e senhores,ela tinha um namorado.Aí o mundo dele caiu.Um dia eu ouvi ele desabafando sobre a situação com uma amiga.Ele tava embasbacado da menina crente ter coragem de ter tal atitude.Ele e a amiga.Ela até perguntou :”Ué,E. ela num é evangélica?”.Pois é.Bem-feito.Tomou bonito!

    O segundo caso aconteceu recentemente.Estava eu chegando atrasada à faculdade,como de hábito.Aí quando eu estou entrando correndo pra pegar o elevador,vejo um garoto lindo na entrada.E garotos lindos no I.F.C.S são uma raridade.A maioria se veste como mendigos,deixem a barba crescer até ficar igual a do Bin Laden e cultivam verdadeiros ecossistemas nos cabelos.Então eu fiquei estarrecida quando encontrei o garoto.E ele não era simplesmente bonitinho não,era gato mesmo.Bonito,bem-vestido e perfumado.Eu simplesmente não acreditei quando vi.Ciente da singularidade da situação,resolvi ligar o foda-se pra aula e ficar ali paquerando o moleque.Um dado importante para a compreensão da história,é que ele sorriu pra mim quando eu passei.No meu mundo,isso significa que a pessoa está interessada.Por que,né,ele nunca tinha me visto ali,ia sorrir pra quê? Pra eu dar uma esmolinha pra ele? Mas voltemos à nossa historinha. Parei ao lado do menino, esperei ele terminar de telefonar e engatei um papo:

    Eu: Oi, você estuda aqui?

    Ele: Estudo, faço Ciências Sociais.

    Eu: Legal, eu faço História, to no segundo período.

    Ele: Eu to no segundo período também. Você é a primeira pessoa de História que eu conheço aqui. A gente já não se viu antes? (Vejam se isso não parece cantada...)

    Eu: Não. Se eu já tivesse te visto antes eu me lembraria (Acho que essa foi a melhor cantada que eu já dei,pra vocês verem meu nível...).

    Eu: Pô, me dá seu telefone.

    Ele: Tá, é xxxxxxxxxx.

    Eu: Me dá seu nome também. (Reparem na experiência da pessoa, pede o telefone antes de perguntar o nome ¬¬)

    Ele: E.

    Aí ficamos nos olhando, eu sorrindo pra ele, ele sorrindo pra mim.

    Nós estávamos bem próximos um do outro, quase nariz com nariz. Então eu fiz a pergunta óbvia:

    Eu: Posso te beijar?

    E qual foi a resposta? Hein? Hein?

    Ele: Não.

    E eu lá, olhando pra ele com cara quem acabou de abrir o pote de sorvete e descobriu que tinha feijão dentro.

    Eu: Você tem namorada?

    Ele: É, algo do gênero.

    Eu: Tá, então tchau.

    E subi pra aula.

    Agora eu me pergunto, por que caralhos um ser humano que tem namorada, ou que simplesmente não está a fim de ficar com você,te sorri,dá nome e telefone?!?!?!?

    Umas amigas acham que ele é gay. Eu acho que ele é simplesmente retardado.

    P.s: É triste, mas eu ainda tenho mais histórias pra contar. Talvez eu faça mais posts como esse. Com a sorte que eu tenho nesses assuntos é capaz até de virar uma série.

    P.p.s: Enquanto eu não dou notícias dos meus outros fracassos amorosos, vocês podem deixar sugestões de temas para serem abordados aqui nesse blog. Estou completamente sem idéias, então pode ser qualquer coisa. Uma reportagem que vocês tenham visto e querem que eu comente, etc. Ou vocês podem simplesmente mandar perguntas sobre mim que eu vou respondendo.


    Escrito por princesa_mestica às 17h38
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    18/08/2009

    Romance Fail

    Embora não pareça, eu sou romântica. Quero me casar e viver feliz pra sempre e patati patatá. O que não quer dizer, em absoluto, que a sorte me tenha sorrido nessa área da vida. Por que, bem... Não sorriu. O que também não quer dizer que eu não possa vir aqui e contar algumas curiosidades sobre ma vie amoureuse pra vocês. Afinal, nem eu nem vocês estamos fazendo nada, então abram logo o pacote de Trakinas que vocês pegaram escondido e sentem aí. Comecemos obviamente, pelos fracassos.

    O Primeiro Beijo:

    Como o título do post já denuncia, a história não é nem um pouco romântica. Eu tinha uma amiga. E essa amiga tinha um namorado. Que por sua vez tinha um amigo. Feio. Quando eu digo feio, é feio mesmo. Não tem esse negócio de “exótico” ou de beleza ser coisa subjetiva. Ele era feio e ponto final. Fato público e notório. A questão era que quase todo mundo que eu conhecia já tinha beijado na boca, menos, evidentemente, eu. E calhou do feio se interessar por mim. E estar disponível. Enfim, peguei-o. Na verdade ele me pegou. Estávamos na fila do lanche na cantina da escola. Ele me entregou uma cartinha muito da ordinária que tinha escrito e a idiota aqui, com o ego inflado, pediu o feio em namoro. Pro meu azar, ele aceitou. Aí ficamos nos olhando e, de repente, ele me deu um selinho. Eu me surpreendi. E lá estou eu, processando o selinho, quando ele vem e mete a língua na minha boca. Foi nojento. Ponto.

    Mas não termina aí. Agora eu era namorada do feio. E foi aí que eu descobri que ele era feio e chato. E beijava mal. Eu já tinha sacado que ele era ruim de beijo quando ele me beijou pela primeira vez, mas eu pensei que a má impressão pudesse ter sido causada por que tinha sido o primeiro beijo e talz, e meio de surpresa. Maaaasss... Eu beijei ele de novo. E de novo. E de novo. E Continuava ruim. Até que eu passei a tentar me esquivar dos beijos dele. Ele vinha com aquela língua úmida na minha direção e eu ia afastando a cabeça. Era incontrolável. E ele percebeu. Um dia disse pro amigo que tava do nosso lado: “Acho que ela esquece que a gente tá namorando”. Pois é. Durou uma semana. Contando os dois dias do final de semana e mais dois dias em que eu faltei à escola. Aí eu mandei aquela conversa típica “Não é você, sou eu”. Mas era ele, de fato. Depois se espalhou um boato de que ele teria me traído. Eu não acredito. Duvido que ele tenha conseguido encontrar outra mulher tão desesperada quanto eu. No fim das contas o mala me enche o saco sempre que me vê. Não perde uma oportunidade de me contar os causos amorosos dele. Depois não sabe por que foi bloqueado no MSN.

    Primeira Declaração de Amor:

    Foi nessa mesma escola. O tempo todo eu ia pra sala das minhas amigas ficar batendo papo e enchendo o saco. E num desses momentos percebi que elas tinham um colega muito charmoso. Eu já tinha reparado nele antes, mas as constantes visitas à sala delas me deram oportunidade de analisá-lo melhor. E gente, eu gostei do que eu vi. Ele tinha cara de morto, bebia que nem um gambá e nunca parava em sala de aula. Mas eu me apaixonei, fazer o quê?A voz de bêbado dele me arrepiava, a palidez me encantava e eu adorava aquele estilo “poeta maldito” dele. Cá entre nós, se ele quisesse, eu teria dado pra ele (#prontofalei). Então, pus em prática a minha mais conhecida tática de sedução: comecei a persegui-lo. E era difícil o negócio. Por que o desgraçado andava rápido. Mas eu não desistia. Onde ele ia,eu ia atrás.

    Então, numa dessas visitas a supracitada sala de aula, descobri que ele gostava de outra. Depois de xingar mentalmente a garota (e de tentar descobrir inutilmente quem era), resolvi honrar os ovários e ir me declarar pra ele. “No que diabos você estava pensando?” vocês estão se perguntando. Pois bem, do alto da minha ingenuidade e dos meus 17 aninhos eu achei que ele,quando visse todo o amor que eu sentia,ia me dar uma chance, e com o tempo ia se apaixonar por mim. Pois bem, não foi bem isso que aconteceu. Eu pedi pra falar com ele, ele parou de andar e ficamos lá parados no corredor. Então eu disse: “Eu gosto de você!”. Assim, na lata. E o que ele disse?

    - “E?”

    Isso mesmo. “E?”.

    Aí eu disse: “Ah... era só pra você saber mesmo.”

    Aí ele me abraçou. E olha, foi o melhor abraço que eu já recebi. Parecia que tinha alguma droga nos braços dele. O troço foi entorpecente.

    Se eu desisti depois do fora? Não meus amigos, aqui não funciona assim. Eu continuei perseguindo ele, e convidando ele pra ir aos lugares comigo. E azucrinando minhas amigas falando dele. Por que eu não posso simplesmente gostar do cara. Não, isso é pra gente normal. O que vocês já devem ter percebido não ser o meu caso. Quando eu gosto, eu me vicio na pessoa. A ponto de precisar de clínica de reabilitação mesmo. Nessa época a Thais mandou eu ir me tratar (com alguma razão,eu admito).No fim,acabou que eu não fui pra Rehab,e depois de alguns meses desencanei dele.

    Depois disso ninguém conseguiu ainda roubar meu coraçãozinho. Embora alguns tenham conseguido despertar em mim alguns pensamentos poucos castos. Mas enfim, é como eu digo: Homem é igual orelhão: ou tá ruim, ou tá ocupado. E às vezes até os ruins estão ocupados.


    Depois dos fracassos, é hora de refletir um pouquinho. Já me disseram que eu sou exigente demais. Às vezes eu penso que pode ser verdade, que posso estar esperando mesmo o príncipe encantado, o que, convenhamos, não é legal. Contudo, outras horas eu penso que estou exigindo o básico mesmo. Respeito, confiança, admiração, inteligência. E o mínimo de beleza. Se me aparecer um Louis Garrel da vida é óbvio que eu não vou reclamar, mas sei que é difícil e não tenho problemas em aceitar alguém mais comum.

    O que eu não quero,e nunca quis,é ter uma relação como essas que eu vejo por aí. Casais discutindo a plenos pulmões no meio da rua. Atirando coisas uns nos outros, ou se xingando. Se for pra ter isso eu prefiro continuar sozinha (O que não é tarefa das mais fáceis com todo mundo buzinando no seu ouvido que é de suma importância ter um pinto de estimação).

    E nem venham me dizer que esse tipo de relacionamento é normal. Por que não é. É comum, normal não.

    Antes só do que mal acompanhada.


    Momento: “Que que tem o cu a ver com as calças?”

    Nada. Mas, mesmo assim, vale muito à pena dar uma conferida no último post da Gabi. Que está muito sensível e tocante (pra variar).


     


    Escrito por princesa_mestica às 23h52
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    10/08/2009

    Filhos: Melhor Não Tê-los

    Eu sei que talvez não seja um tema legal para ser comentado logo depois do dia dos pais, mas pelo menos o blog está sendo atualizado. Tenho pensado bastante nisso ultimamente. Nessa coisa de ter filhos. Verdade seja dita, nunca fui muito maternal. Eu já quis ter filhos sim, houve uma época em que eu queria ter doze (relevem, eu devia ter uns 7 anos), mas a cada dia que passa, a vontade diminui. Eu tenho observado inclusive que eu não gosto de crianças. Criança é um troço chato. Você tem que manter os olhos nelas 24hs por dia, elas dependem de você pra tudo, e você nem pode manter uma conversa legal com elas porque são crianças, e evidentemente, elas não entendem muitas coisas e você não pode explicar outras tantas. E, além disso, as crianças de hoje em dia estão muito mal educadas.

    Sinceramente, eu acho que a maioria das pessoas não pára realmente pra pensar se quer ou não ter filhos. Não pára pra avaliar os prós e contras. As pessoas simplesmente têm filhos. Por que a sociedade passa a mensagem (principalmente para as mulheres) de que isso é o normal, de que isso é o sadio, e que sem filhos, ficamos incompletas. Quando eu penso em não ter filhos é essa a idéia que me vêm à cabeça. “E se eu me arrepender de não tê-los tido? E se eu me sentir incompleta?”. A verdade é que isso é uma bobagem. É só uma mensagem imbecil, que como tantas outras, foi internalizada pelas pessoas. As pessoas não ficam necessariamente incompletas por que não procriam. Do mesmo modo, as pessoas podem ficar incompletas por que procriam. Quando eu me imagino tendo filhos, eu não me vejo me divertindo com a experiência. Só durante a gravidez, mas depois eu paro e penso: Se eu vou ficar grávida, bem, então uma hora as crianças vão nascer. E aí a fantasia fica chata. Por que não dá pra voltar atrás depois de ter tido os filhos. E nem sempre a experiência é tão legal quanto os filmes mostram. Criança de novela todo mundo quer. Sempre educadas, sempre inteligentes, sempre bonitinhas. Mas ao vivo não é bem assim. Pode ser, mas pode não ser também. E eu, particularmente, não estou disposta a arriscar. Lembro de uma entrevista que li com uma escritora há algum tempo. Ela disse algo que me fez pensar. Ela disse “Não podemos ter certeza de que não vamos parir o anti-cristo”.E é verdade.Eu acredito que mesmo com uma boa educação,as pessoas podem desandar. Por que filhos são isso. Pessoas. E não brinquedinhos ou extensões dos pais, como é de hábito pensar. Eu entendo que existam aquelas pessoas que têm filhos por que querem amar e educar alguém. Entendo e respeito. Mas cheguei à conclusão de que não é assim que quero levar minha vida. Ter filhos seria uma experiência que, a meu ver, me impediria de ter muitas outras experiências legais. Me tomaria tempo e dinheiro que eu não estou disposta a gastar.E sim,sou egoísta.Não vejo problema nenhum nisso.Estou apenas encarando os fatos.Não quero ter filhos,e acho que nenhuma criança iria querer me ter como mãe. Com razão. Então, como eu não quero ser mãe, muito menos uma mãe ruim, me abstenho da experiência.

    Antes que alguém me pergunte “Mas você não sente nada quando vê um bebê? O pega no colo?” a resposta é sim e não.Sim,acho bonitinho.Mas não,não acho que tenha motivo pra esse auê todo que as pessoas fazem.E só acho bonitinho por que sei que depois vou poder devolver a criança pra mãe.

    * Contudo, apesar de não querer vivenciar a maternidade, os assuntos ligados à ela me interessam.Por que,bom,mães são mulheres.E como feminista,tudo que se refere as mulheres me interessa.Eu acho interessante ver as várias reflexões que a maternidade (e a paternidade,que se modificou muito nas últimas décadas,graças a nós,feministas) pode provocar. Pra quem também se interessa por esse assunto, eu recomendo o vídeo abaixo (Tá em espanhol,mas não acho que prejudique muito a compreensão).É sobre parto.E sobre como,as mulheres,nesse momento tão importante,são deixadas de lado,apesar de serem a figura principal da cena.

    ** Como nada é eterno, eu posso mudar de opinião. Mas por hora é isso.


    Escrito por princesa_mestica às 13h21
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    31/07/2009

    Resumo das Férias

    Só pra atualizar isso aqui mesmo =]

    - Fui ver Harry Potter E O Enigma do Príncipe. Foi um dos melhores filmes da saga até agora, só perde pro terceiro. O Alan Rickmam estava ruim como Snape (meu personagem preferido!) como sempre. Michael Gambon também estava fraco como Dumbledore. Pelo menos não vai mais aparecer nos filmes. A Emma Watson eu nem achei ruim neste filme. De resto,deixaram muita coisa de fora e o que colocaram,puseram com mudanças desnecessárias. Mas o saldo foi positivo. E o Draco voltou a aparecer de verdade nos filmes. Do quarto filme pra cá parecia que ele só estava fazendo figuração o.0

    - Fui ao aquecimento pro Anime Family lá em Piedade. Foi bom, mas senti falta de mais atrações, basicamente a gente só podia comprar coisas.Pelo menos eu comprei minha primeira camiseta de anime,e à um preço razoável.Dessa vez não tinha fila pra subir as escadas,mas esperamos em pé durante três horas do lado de fora pra comprar ingresso.Ter ido valeu a pena,foi divertido,deu pra botar o papo em dia com as amigas,principalmente com a Gabi.Enchi os ouvidos dela durante todas as três horas.E depois perseguimos um funcionário do evento bonitinho,popularmente conhecido como Frodo.

    - Cortei meu cabelo.

    -A Internet parou de funcionar duas vezes. Em uma delas por mais de dois dias, para o meu total e completo desespero.

    - Assisti também “A Era do Gelo 3”. Foi o primeiro filme que assisti em 3D. Gostei da experiência. Parece realmente que as cenas são de verdade, que estão acontecendo ali na sua frente. Cheguei a me encolher numa das cenas que tem uma explosão de lava. Parecia que o negócio ia cair em cima de mim... É muito legal. E o filme é bom também, gostei da personagem da mamute (não lembro o nome dela) e da Amora,a filhotinha dela.E o filme é engraçado.Valeu o ingresso.

    - Não adiantou resistir. Tive que voltar ao Fundão. O pessoal do IFCS não deu conta de resolver o problema do CPF e por causa disso eu não conseguia ver meu boletim. E Sabem como é né?Tudo tem que ser resolvido no Fundão, apesar de existirem outros campi espalhados pela cidade. Enfim, pelo menos fui lá acompanhada da minha prima. Ela também tinha que resolver uns assuntos e enquanto esperávamos a DRE abrir ficamos no centro acadêmico de Física, o CAFIS assistindo desenhos (Um parênteses: Os produtores dos atuais desenhos pra crianças se drogam.Fato).Quando chegamos lá tinha um garoto lindinho dormindo no sofá lá,na maior tranqüilidade.Ficamos conversando com ele,mas no final esquecemos de pedir o MSN.No fim das contas,quando a DRE abriu,eles resolveram meu problema (Que era um caso único,segundo disse o rapaz que me atendeu “É a primeira vez que vejo isso!”.Sempre me dizem isso,porque será meu Deus?!).O destacável é que resolveram com extrema rapidez,e com simpatia,e sem criar caso.Fiquei de queixo caído.E ainda me deixaram imprimir o boletim lá.Estou abestalhada até agora.

    -Falando em boletim, como eu já disse, finalmente consegui ver o meu e ... Passei em tudo!Em todas as sete matérias!Incluindo Metodologia, quem diria. E Nem foi raspando, meu CR ficou alto =]

    -Passei no curso de francês também. 88.1 pontos de um total de 100 =]

    - A minha casa está ficando muito bonitinha. Devagarzinho estamos comprando coisas novas e ela está ficando uma graça. Esse mês recebemos nossas primeiras visitas. A maioria de parentes, mas vieram alguns amigos também, e estão todos encantados com o nosso lar doce lar.

    - Não terminei de ler “Fushigi Yuugi” nem “Zettai Kareshi”. Temo que jamais consiga terminar.

    -Baixei um anime ótimo, que recomendo a todos. Chama-se “Antique Bakery”. Não vou falar mais nada pra não estragar a surpresa.

    -Acho que a faculdade me cansou além do que eu supunha. Estou com preguiça de fazer tudo. Tinha várias idéias de posts para esse blog, mas a preguiça (e também a inspiração fraquinha) me impediram de escrevê-los até o final e postá-los.

    -Tenho lido muitos blogs, pra variar. Os melhores foram adicionados aos links. Vale muito a pena visitá-los.

    -Não atualizei nenhuma Fan Fic.

    -Mudei o layout deste blog, como vocês devem ter reparado. Se estou lembrada, esse layout é o terceiro (estou ignorando aqueles layouts que ficaram no ar só por um ou dois dias).Achei que o outro estava meio infantil.Foi duro achar um que eu gostasse e que fosse a cara do blog.O que eu mais gostei ficava dando erro o tempo todo.Então ficou esse mesmo.A cada dia que passa gosto mais dele.Acho que ele combina com o blog.Ele me lembra um colégio japonês não sei porque.Gosto desse tema de incêndio,acho que combina com alguns posts polêmicos do blog.E também,eu adoro vermelho!Já me falaram que dificulta a leitura. Bom, sinto muito. Por hora é o que temos.

    -O mp4 novo está dando problema. Vou ter que trocá-lo.

    -Quando fui assistir Harry Potter abri a carteira e vi que tinha R$ 40,00 sobrando!Já que eu estava no shopping aproveitei para ir ao meu tipo de loja favorito: A Livraria. Comprei “O Leitor”. Aquele sobre o qual fizeram um filme recentemente (Que eu ainda não vi). Ainda estou no primeiro capítulo, mas estou gostando. Depois eu falo mais sobre ele.

    -Finalmente fui me cadastrar na locadora aqui perto de casa. Uma frescura que só. Tinha que tirar foto, digital do indicador, levar comprovante de residência, CPF, identidade, preencher uma ficha enorme onde pediam inclusive o telefone de alguém que não morasse comigo para o caso deles precisarem me contatar. Só faltaram pedir atestado de bons antecedentes. E ainda por cima o valor da locação é caro. Mas verdade seja dita, a locadora é foda. Tem todos os filmes possíveis e imagináveis. Tive muita dúvida na hora de alugar. Bem diferente da locadora perto da casa velha, que não tinha nenhuma dessas frescuras, mas em compensação só tinha filmes de ação. Acabei alugando Persépolis e Enquanto Houver Esperança. Ambos bons, mas o primeiro melhor que o segundo.

    - Fiz minha primeira reunião de amigas aqui em casa. Foi ótimo, veio quase a turma toda,vimos filmes,lanchamos,conversamos,e a Carol nem jogou o cabelo na cara na hora das fotos!Adorei a experiência. Espero repetir em breve.

    -Depois de NOVE anos brigando na justiça finalmente minha família conseguiu a guarda do meu avô que tem Alzheimer. Ele ainda está se adaptando a gente e nós a ele, mas estamos progredindo rápido, ele já riu das brincadeiras que fizemos e já está mais à vontade conosco. Estamos todos muito felizes.

    -Descobri que, por causa da gripe suína, minhas aulas só começarão dia 17 de Agosto. Não gostei. Não sei o que vou ficar fazendo até lá. Parece que tá todo mundo entrando em pânico por conta dessa gripe menos eu. Mamãe acha (e eu concordo) que eu ainda não entendi a gravidade da situação.

    -Minha mãe conseguiu tirar licença do trabalho pra cuidar do meu avô. Vai emendar com as férias.É legal,gosto de tê-la em casa (embora ela me estresse as vezes).

    - Me inscrevi para o meu primeiro concurso de blogs, um só de blogueiras feministas, idealizado pela Lola. Fui cara de pau e me indiquei para participar. Estou adorando a experiência e muito animada só de pensar que o bloguito vai ganhar mais visitas e comentários.E de feministas, o que é ainda melhor!Então por favor, leitor(es),vote(m) em mim!É só ir lá no blog da Lola,a enquete aparece logo de cara no canto da tela.


    Escrito por princesa_mestica às 00h15
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    Franco Amor

    Eu adoro a França. Desde a primeira vez que ouvi falar no país (não lembro quando) eu tive uma boa impressão. Se eu acreditasse nesse negócio de reencarnação, eu poderia jurar que em outra vida fui francesa. Mas como ainda não conseguiram me convencer de que isso existe, eu não tenho uma explicação plausível para essa minha paixão. Eu só sei que amo esse lugar. Absolutamente tudo nele. O cinema, a música, a língua, a História, a cultura, as pessoas (os homens, principalmente hehe). Os franceses têm um je ne sais pas quoi (não é je ne se quá, pelo amor de Deus!) que faz com que tudo que eles se propõem a fazer, façam melhor que os outros povos. Façam com mais classe, mais delicadeza, mais respeito eu diria. Eles têm equilíbrio. Não tendem nem para o excesso norte-americano nem para a frieza desinteressada dos britânicos. Parece haver um compromisso da cultura francesa em deixar as coisas belas. Mesmo as ruins. Pelo menos é assim que me sinto quando estou em contato com algo francês. Sinto que a humanidade pode ser bonita.

    Sempre que penso no futuro eu me imagino na França. Não necessariamente em Paris, mas sempre me vejo vivendo no hexágono. Nos meus pensamentos viver lá me parece a única opção de vida satisfatória. Não entendo alguns colegas do curso de francês que simplesmente estudam a língua. Por prazer, dizem. O meu prazer em estudar o idioma é a esperança de que um dia eu o usarei como minha língua. Como estou usando o português agora. Que a utilizarei para cumprimentar os vizinhos quando sair para comprar o pão na padaria (e quando voltar com ele devidamente colocado debaixo do braço).

    Me acaricia o coração me imaginar chegando em casa – uma daquelas casas antigas,que a gente sabe que escondem muitos segredos – e sentindo o perfume da comida e do meu marido que a prepara.Me alegra pensar que,se eu tiver filhos – que serão franceses,evidentemente – eles terão acessos a sistemas de saúde e educação de qualidade.

    Em resumo, eu me acalento sabendo que sim, há um lugar bonito, onde a vida vale a pena ser vivida, e onde é possível – e alguém lá em cima permita ser provável – que eu venha a morar.


    Para ilustrar melhor o post,eu recomendo:

    Clara Sheller - Mini-Série.

    Tropiques Amers - Mini-Série

    Un Long Dimanche de Fiançailles - Filme

    E por último,e mais importante.

    Pauline Croze - Mais que música.


    Escrito por princesa_mestica às 23h44
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