

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
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Ao contrário da maioria das mulheres,eu gosto do meu rosto.
Já vi outros mais bonitos,evidentemente,mas acho que o meu não está nada mal,pelo contrário.Então eu simplesmente não vejo motivo pra sair de casa todo dia com o rosto coberto de maquiagem,Nada me faz parar de pensar que aquele monte de tinta tóxica componha uma máscara,e como eu não tenho nada a esconder,não vejo porque usar.
Vejam bem,não estou dizendo que todas as mulheres que usam maquiagem tem baixa auto-estima,o que me intriga é que a maquiagem não está sendo usada para "realçar a beleza" e sim para "cobrir a feiúra",afinal conheço bastante gente que não sai de casa sem maquiagem( e se orgulha disso),por quê essa paranóia? eu não tenho problema nenhum em sair de casa sem maquiagem,e até mesmo para algumas festas eu abro mão dela,salvo nas vezes em que minha mãe insiste muito...
Ainda me lembro de quando eu tinha uns 11 ou 12 anos,quando todo mundo insistia em dizer que eu "não era feminina" (aliás,esse conceito é muito discutível),fosse na minha frente,"porquê você não passa um batonzinho?" "Se você se maquiasse ia ficar mais mocinha",ou pra minha mãe "A Raiza é tão bonita,se ela se produzisse mais..."
Mas não adianta,eu não gosto e vou continuar sem usar,a não ser quando eu e somente EU achar que vale a pena,porque convenhamos que diversas vezes a maquiagem produz o efeito inverso ao desejado,conheço várias mulheres lindas que passam quilos de maquiagem na cara,segundo elas para valorizar sua beleza natural,e acabam escondendo tudo de bonito que seus rostos tinham.
Sei lá,as vezes parece que é crime a pessoa se amar do jeito que é...
E meu último argumento é:não vou usar nada porque vai cobrir minhas sardas e minhas olheiras,e eu gosto delas.

Continuando com a série de maior sucesso no blog,hoje vim falar de mais um professor,no mínimo,excêntrico...
Esse dava aula de física (por quê os de exatas são os mais malucos?),e tentava a todo custo chamar a atenção,havia vezes em que ia trabalhar todo de laranja (parecendo uma tangerina de Itu),e outras tantas em que ia com uma daqueles pulseiras com espinhos,típica de roqueiros,o que já seria estranho para um professor jovem,fica ainda mais quando o indivíduo já está na casa dos 50,além disso fazia uso abundante de gírias adolescentes que hoje em dia nem eu uso mais,e vez ou outra citava uma passagem da Bíblia em tom profético;mas eu tenho que adimitir que ele tinha um repertório um tanto quanto vasto,seguem três de suas pérolas:
"O Mundo já acabou,só falta apagar a luz"
Nota:Nos meus dias menos esperançosos sou obrigada a concordar com essa.
"Fluminense Rox!"
Nota 2:...ahhh dispensa comentários...
"De dia eu trabalho,a noite eu ganho dinheiro"
Mas voltemos as aulas:como era uma aula de física os desenhos no quadro não podiam faltar,o problema era que ele não era muito habilidoso nessa área,não que os desenhos ficassem tortos,mas ficavam muito confusos,uma verdadeira "Guerra de índio",flecha pra todo lado.
Eu acho que não carece dizer que minhas notas não eram lá grande coisa na matéria dele,só consegui passar por causa de mais uma bizarrice dele:
Pois bem,no primeiro bimestre fiquei de recuperação,e tentando melhorar a minha nota pedi emprestada a prova do CDF da turma,consegui decorar todas as respostas,quando,qual não é a minha surpresa, na hora da prova eu vejo que era...a mesma!haja preguiça...bom,ao menos consegui uma boa nota.
Houve ainda um segundo episódio desse tipo,quando na segunda prova de recuperação (sim,eu também estava lá),ele:dormiu.
Ao contrário do que vocês possam estar pensando,não aproveitei a ocasião para colar não,fui honesta,apesar de estar realmente precisando dos pontos.
Um dos últimos episódio de que me lembro,foi protagonizado por mim,e em minha defesa eu digo:ele mereceu.
Em um dia em que eu estava particularmente P*** com ele,escrevi no canto do quadro "Rodolfo merd" (Sim Rodolfo,fui eu),depois tomei meu lugar na aula,não imaginando nunca que ele fosse ver,mas viu.Aliás foi a primeira coisa que ele viu ao entrar na sala,e óbvio perguntou quem tinha sido o autor,eu como era bobinha mas não era trouxa,não disse nada,mas desde aquele dia tenho certeza absoluta que ele sabia que tinha sido eu (nunca fiz questão de disfarçar que não gostava dele),mas ele não tinha provas,e não ia ser eu que ia dá-las,então a coisa ficou por isso mesmo,houveram pequenas perseguições por parte dele mas nada que me impedisse de passar de ano.
Depois disso só o reencontrei na formatura do terceiro ano,onde ele fez questão de me cumprimentar e elogiar (?).Realmente ele é muito esquisito.
Obs:hoje já não tenho raiva dele,mas ainda não posso dizer que simpatizo.
Obs2:ele tinha muitos puxa-sacos na turma,sabe Deus porque,então talvez isso tenho contribuido pra aumentar minha antipatia.
O filme pode ser resumido em uma palavra:Decepcionante.
Não sei se eu acharia tão ruim se eu não tivesse lido o livro antes,mas eu suspeito que sim.Por quê é ruim?bom...por onde começar...
"Orgulho & Preconceito" deve ser uma das adaptações mais infiéis que eu já vi ( e olha que já vi muitas),a filmagem descaracteriza completamente o texto de Jane Austen,começando pelo corte sem sentido de cenas importantes,adulteração de outras tantas e o mais terrível:a descaracterização dos personagens,fica difícil saber quem é o pior ator,se é Matthew Macfadyen,que transforma seu personagem,Mr.Darcy em um boneco de cera,ou Keira Knightley que interpreta uma Elizabeth,boba e infantil,exatamente o oposto da personagem criada por Austen.
Fora isso tudo,o filme ainda consegue ser machista,dando enfâse somente ao desejo de estabilidade financeira das moças,sem fazer menção ao desejo de felicidade destas,e apresentando o personagem Mr. Darcy como "o bonzinho injustiçado",o que empobrece muito o filme,afinal no livro fica claro,que houve sim um mau julgamento de Mr.Darcy por parte de Elizabeth,mas podemos ver que não foi sem motivo...
Além disso tudo,ainda há outras tantas interpretações ruins,cenas sem importância pra estória,etc etc etc,acho que só a fotografia mesmo é que se salva.
Enfim,o filme ficou mais para novela das seis do que para adaptação do primeiro romance moderno da literatura inglesa.

Como prometido,estou de volta com essa série que vai "prestigiar" as mais bizarras criaturas que já me deram aula,hoje falarei sobre um antigo professor de Sociologia,vamos tratá-lo por AC para evitar processos (como se alguém lesse esse blog ¬¬),comecemos então:
AC era um sujeito muito estranho,entre as suas inúmeras esquisitices estava o hábito de levar uma quentinha para sala de aula e lá comer,nisso ele perdia bem uns 30 minutos,descontado o tempo de atraso,afinal ele nunca chegava na hora ( as vezes ficava assistindo futebol na sala dos professores),fora isso era de praxe pedir comida aos alunos,podia ser qualquer biscoito ou doce que pra ele estava bom...
Nota:Eu sabia que o salário dos professores era ruim,mas não imaginava que fosse nesse nível...
Mas mais bizarro ainda que seus hábitos alimentares,ou de vestuário (que eram igualmente duvidosos [ia dar aula sempre descabelado e com o cinto frouxo o.0]),eram suas aulas,como eu já disse,ele não era muito pontual e como os alunos já não gostavam dele,ficavam contando ansiosamente os 15 minutos de tolerância para irem embora,pois bem,passavam-se os 15 minutos,todos com as mochilas nas costas,se preparando para descer as escadas,e eis que ele aparecia e obrigava todo mundo e voltar pra sala de aula,e aí ele começava:primeiro nunca se lembrava qual tinha sido o tema da aula anterior,e quando finalmente se decidia pelo tema da aula em curso,proferia algumas pérolas inesquecíveis.
Num belo dia em uma aula sobre os hippies ele comentava sobre a mudança na vida sexual das mulheres com a invenção do anticoncepcional,segundo ele com a pílula as garotas "podiam dar mais que chuchu na serra",nesse dia eu não consegui me controlar,eu tive que rir,o pior foi que depois eu não conseguia parar ( e eu estava bem ao lado dele),mas ainda não acabou:
Poucos dias depois dessa aula ele pediu que a turma fizesse um trabalho sobre os hippies,e marcou a apresentação desse trabalho para dali a 15 dias,a turma concordou com todas as exigências bizarras dele,incuindo a de não querer os trabalhos em cartazes e sim em fitas de vídeo(não interessando quem tivesse ou não camera digital),a turma estava se preparando pra fazer o trabalho,quando sem aviso prévio nenhum ele adianta a data da entrega,disse que queria o trabalho para o dia seguinte,e lá vai meu grupo fazer o trabalho as pressas,sabe Deus como,conseguimos,então no dia exigido por ele fomos lá apresentar o trabalho,o detalhe é que nesse dia um grupo de índios foi dar uma palestra lá,o resumo da ópera foi esse:ele ficou com os índios o dia todo e não marcou nenhum horário para que pudessemos apresentar o trabalho,e no fim das contas nem apresentamos o trabalho em outro dia porque ele não conseguiu um dvd para que apresentássemos o vídeo.
E além disso tudo,graças a ele descobrimos como eram as Playboys de antigamente e os diversos tipos de droga existentes nos anos 60,fora ouvirmos a história do tio dele que para fugir da ditadura se internou como maluco num hospício e se aposentou como maluco ¬¬
FIM
Em breve novas histórias :p