

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
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Volta e meia eu tenho que pagar alguma coisa no banco,e desde que me entendo por gente,todas as vezes as filas são quilométricas,mas terça-feira passada eu resolvi dar um basta.(Tá,não foi assim tão dramático),mas enfim,fui ao banco pagar uma inscrição.Tinham dois caixas atendendo,um atendia a fila dos idosos e o outro à minha fila,na minha frente tinham cinco pessoas que foram ignoradas pelo atendente que estava fazendo sabe Deus o quê,depois de algum tempo,Vossa Alteza,o atendente resolveu atender umas duas pessoas,depois simplesmente levantou e foi embora,sem dar satisfação nenhuma.Descobrimos depois que ele tinha ido almoçar;nisso o caixa da fila dos idosos teve que atender duas filas.E o povo reclamando da demora e reclamando que ninguém reclamava,eu inclusa nisso.Depois de ficar mais ou menos uma hora lá,sendo que o máximo permitido por lei é trinta minutos,paguei o que tinha que pagar.Foi então que resolvi me desligar do povinho que só reclama que ninguém reclama:resolvi reclamar.Perguntei a um segurança com quem eu poderia reclamar,ele me olhou como se eu fosse um E.T e me indicou um funcionário qualquer do banco,fui até esse funcionário e fiz minha reclamação,ele,muito solícito como é de praxe nessas situações,disse que eu teria que esperar a gerente que estava almoçando,eu disse que esperaria.Nisso fui sentar num banquinho próximo a fila,que, a esta altura já estava gigantesca,aí comecei a falar,que eu ia reclamar,mas que como só eu ia reclamar eu ficaria com cara de idiota,e que as pessoas só reclamavam que ninguém reclamava,mas reclamar que é bom...*Nesse momento,uns me olham como se eu tivesse alguma doença mental,outros dão risinhos de escárnio*
Depois disso algumas pessoas viram a luz,e depois que EU fui reclamar com a gerente,elas foram também.A gerente disse que não poderia fazer nada,que reclamava da falta de funcionários sempre nas reuniões e que ninguém dava jeito.Resolvi não me abater,já que eu tinha começado,eu ia terminar;perguntei com quem eu poderia reclamar e ela me disse para telefonar pra ouvidoria (não me deu o número,falou pra eu descer e pegar no mural).Desci e uma senhora desceu também para pegar o telefone;quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi telefonar pra ouvidoria,pediram meu nome completo,cpf,telefone,enfim,e falaram que o Banco do Brasil ligaria em no máximo três dias me propondo uma solução.
No segundo dia,meu pai conta que o banco realmente ligou,ele deu meu telefone,mas como eu estava em aula não atendi,depois vi o número nas chamadas perdidas,mas como eu sou mão-de-vaca e não ligo pra números que não conheço,desencanei.Quando cheguei em casa meu pai disse que a funcionária havia ligado de novo e pedido muitas desculpas e dito que os clientes têm que reclamar mesmo,pois só assim eles tomam ciência dos problemas.
Eu ainda não voltei ao banco pra saber se o problema foi resolvido,particularmente eu não creio que eles vão fazer alguma coisa,mas gostei deles terem me dado uma satisfação (apesar de não terem dado uma solução),mostraram algum respeito ao cliente.Afinal é um absurdo você ter que esperar numa fila enorme porque o banco só tem dois caixas;e se um fica doente?eles vão fazer o quê?
A quem interessar possa,eu acho que eles não vão resolver o problema porque as pessoas só reclamam que ninguém reclama,mas na hora de dar um telefonema gratuito pra reclamar,ninguém se mexe.
Obs:Neste instante,meu pai está ligando para a operadora de tv por assinatura,porque para variar,o serviço não está funcionando direito.
Obs 2:Sonho com o dia em que todos os clientes passem a exigir serem atendidos respeitosamente,e que por conseqüência,as empresas,públicas ou privadas,passem a agir dignamente.

Quando o acordo ortográfico foi aprovado conseguiu de imediato minha desaprovação,agora que está sendo posto em prática conseguiu o meu ódio.
Primeiro,porque eu acho absurdo quererem mudar por decreto o modo como mais de 200 milhões de pessoas escrevem,desconsiderando as diferenças entre os países e a vontade de seus habitantes.Eu,por exemplo,não me lembro de ter sido consultada sobre esse acordo,aliás nem eu,nem ninguém,aprovaram e fim de papo,se gostou,gostou,se não gostou que se adapte.Bonito,não?
Eu me pergunto quem vai lucrar com isso,porque sem sombra de dúvida alguém vai lucrar,mas até agora não descobri quem,porque para mim esse acordo só traz prejuízos,é um processo dispendioso e que entrava o dinamismo da língua.Fora isso,não é porque a grafia vai mudar que portugueses e brasileiros se entenderão melhor,afinal o que vai mudar é a grafia,não o sentido das palavras.Por exemplo:"Chávena",não importa se vai ter ou não acento,os brasileiros vão continuar não entendendo o que significa,e aí,qual vai ser o próximo passo?impedir os portuguesses de usar essa palavra?
O mesmo vale para gírias e outras expressões.Enfim,o que que quero dizer é que Brasil e Portugal são países diferentes, têm culturas diferentes e,apesar de alguns negarem,falam línguas diferentes.E não é uma ortografia mais unificada que vai mudar isso,nem trazer mais prestígio para a língua no cenário mundial.Um émpresário,por exemplo,que queria investir no Brasil,de quê vai adiantar ele aprender uma grafia unificada da língua se ele não souber como ela é falada no Brasil?
Para finalizar,eu garanto que,ao menos esse blog não vai fazer parte desse estúpido acordo ortográfico.
*Chávena significa Xícara (creio eu).
