

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
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Meu avô nasceu em Araraquara, São Paulo. Em 1937. Era pobre, mas queria ser médico. Todos lhe diziam que filho de pobre não virava médico. Ele virou. Dos bons, ficou rico graças à sua competência. Sempre foi muito inteligente. Ele casou-se jovem com a minha avó, por quem tinha adoração e teve dois filhos, minha mãe e meu tio. Quando eu tinha dois anos minha avó morreu de câncer. Meu avô entrou em depressão, quando a doença ainda não era moda. Mesmo nesse estado de tristeza sempre foi um ótimo pai, e principalmente avô. Eu o adorava. Acho que ele era a pessoa que eu mais amava no mundo. Minhas melhores lembranças de infância são ao lado dele.
Um dia apareceu uma mulher dizendo para nossa família que era namorada dele, não lembro direito como foi, eu era pequena. Lembro que eu não gostei nada da idéia, talvez tenha sido um pressentimento. O caso é que o resto da família gostou da idéia, acharam que uma namorada talvez levantasse o ânimo do meu avô. Nessa época ele já apresentava os primeiros sinais do Alzheimer. Conforme tudo ia avançando, o “namoro” e a doença, a gente foi percebendo que ela não valia nada. Ela estava interessada somente na aposentadoria do meu avô. Ela tanto fez que deu um jeito de levá-los (ele e a aposentadoria, evidentemente) para morar com ela. Numa favela em Bangu. Onde nem os funcionários do judiciário se atrevem a entrar. Ela conseguiu isso graças ao apoio das irmãs do meu avô, as quais eu nunca mais, enquanto eu viver chamarei de tias. Elas não queriam a responsabilidade de cuidar de um irmão doente. Isso por si só já seria reprovável, mas elas poderiam tê-lo deixado sob os cuidados dos filhos dele, que sempre o amaram e estariam dispostos a fazer tudo para que ele ficasse bem. Não sei por que ficaram do lado da víbora. Não me lembro de todos os detalhes podres da história (Até por que, ninguém os contaria a uma criança).
Entramos na justiça com o pedido de guarda. A justiça negou, com base nos depoimentos das irmãs do meu avô a favor da seqüestradora. O interessante é que, enquanto eu ainda freqüentava a casa delas, toda vez que a cretina aparecia elas me mandavam me esconder no banheiro junto com meu primo, senão “a bruxa poderia nos deixar pequenininhos com um feitiço”. Depois disso, entramos na justiça para termos direito a visitação porque ela não nos deixava vê-lo. Não tínhamos notícia nenhuma. Não sabíamos como ele estava, se estava sendo bem tratado ou não. Toda vez que telefonávamos pra falar com ele, os filhos dela diziam que ele tinha ido comprar sapatos.
Esse processo ficou rolando (sempre favorável a ela), durante aproximadamente, NOVE anos. Até que agora a juíza nos deu a guarda provisória por um mês. Mas sabemos que vamos ganhar a guarda definitiva, porque com certeza absoluta ele está sendo mais bem tratado aqui do que jamais foi na casa da bandida (Que foi simplesmente humilhada na última audiência.Eu não fui,mas minha mãe e meu tio disseram que foi coisa de novela.Saíram com a alma lavada). Ele chegou aqui em casa ontem. Magro, com o pé inchado, tenso, todo curvado e com os olhos fechados. De ontem pra hoje já melhorou bastante. Já riu das brincadeiras que fizemos, abriu os olhos algumas vezes, comeu bem,está bem vestido,está num quarto quentinho,com cobertas só pra ele,e o mais importante,está perto de gente que realmente o ama.Quando eu penso no que ele pode ter passado longe da gente me dá vontade de matar aquela mulher.Mas não cabe a mim fazer isso.Um dia ela será punida.O importante agora é que meu avô vai morar comigo e receber todo o carinho da família dele.Porque,ainda que ele não se lembre de nós,nós lembramos dele.E estamos certos de que ele saberá ver a diferença de tratamento.E vai reagir aos nossos estímulos e melhorar.
É isso. Te amo vô =]
Quem tem medo do feminismo?
Evidentemente, os homens machistas. Mas não só eles. Muitas mulheres também temem o feminismo. Por quê?
É o que eu vou tentar responder aqui.
Antes de mais nada, vou tentar definir o feminismo em poucas linhas. É óbvio que vai ser uma definição superficial, já que existem múltiplas correntes feministas. Vou tentar expor aqui o que todas elas têm em comum. O que une todas essas correntes é a convicção de que as mulheres foram obrigadas pelo patriarcado, e o são até hoje, a desempenhar um papel social menor do que o homem, o que acarreta para elas uma série de problemas, dentre os quais a misoginia. Assim explicado, fica óbvio que o feminismo visa combater o patriarcado e reverter a situação de subjugação a que as mulheres estão submetidas. Então, porque as próprias mulheres se opõem a esse movimento político que só visa beneficiá-las?
É simples. Para que você reconheça a legitimidade de um movimento que tem por objetivo resolver seus problemas, você tem que, primeiro, admitir que tem um problema.No caso,para reconhecer a legitimidade do feminismo,é preciso compreender que se está sendo vítima de um sistema opressor.E convenhamos,ninguém quer se enxergar como vítima.Principalmente porque a nossa sociedade nos ensina sempre que a vítima tem parte da culpa (quando não,toda a culpa).”Foi assaltada?Óbvio,saiu com aquele colar de ouro!”,”Seu namorado te traiu?Mas é claro,você não dava atenção suficiente pra ele”,”Foi estuprada?É evidente que a culpa foi sua por sair com aquela saia curta”,etc.Nesse contexto,as mulheres pensam que se reconhecerem que são discriminadas vão estar automaticamente reconhecendo que concordaram (ainda que implicitamente) com isso.E não é por aí.Aceitar o feminismo implica,sim,uma revisão das nossas posturas e atos,implica uma conscientização,mas não uma culpabilização.O feminismo,quem diria,não vê as mulheres como culpadas por tudo.Nós entendemos que ninguém vive no vácuo,estamos todos inseridos numa cultura machista,fomos socializados nela e pensamos como ela nos ensinou a pensar.Uns mais,outros menos.O objetivo então é repensar nossa atuação dentro dessa cultura,para tornar nossas atitudes o menos sexistas possível.
Um outro aspecto desse problema de se reconhecer como vítima,é que algumas mulheres realmente acham que são poderosas.Sejam aquelas que acham que o mundo é igualitário ( como apregoam os detratores do feminismo),sejam aquelas que sabem que ele não é,mas acham que está tudo bem.Em suma,acham que o sistema não as oprime.Assim sendo,não se faz esforço algum pra melhorar.É necessário entender,como eu já disse em outro post,que são poucas as mulheres que realmente detêm um poder real.E que ainda que você o detenha,isso não quer dizer,em absoluto,que o mundo seja igualitário.É questão também de olhar para algo além do próprio umbigo.É questão de entender que,enquanto você tem um bom emprego,e talvez até uma posição de comando,a maioria das mulheres ainda exercem cargos subordinados.E que mesmo você,a chefona,é vista como menos competente só por causa dos dois cromossomos X.E que muito provavelmente,você só pode ter esse empregão porque está pagando uma outra mulher para que ela lave as cuecas do seu marido enquanto ele assiste o futebol.
E pra terminar, a última faceta do problema: As mídias reacionárias. Que não apenas disparam a torto e a direito que estamos vivendo uma igualdade de gêneros (o interessante, é que essas mesmas mídias não ousam dizer a mesma coisa quanto a igualdade econômica e racial...),como também fazem todo um trabalho de publicidade de modo a pintar as feministas como histéricas e reclamonas.Como se não houvessem mais problemas nesse âmbito e nós só reclamássemos para aparecer,afinal somos,segundo eles,um bando de mal-amadas (pra não usar aquele outro termo “delicado”).E o trabalho é bem feito,eu tenho que admitir.Porque o feminismo ainda hoje é demonizado.As próprias mulheres propagandeiam esses clichês estúpidos sobre o feminismo.E claro,ninguém quer fazer parte de um grupo cujas demandas são tidas como frívolas.Pega mal ser feminista,afinal não temos motivos para estar reclamando!Entendido isso eu não me surpreendo que as mulheres resistam em reconhecer a situação em que se encontram.
Mas, ninguém pode viver de olhos fechados para sempre, ou corre-se o risco de dar com a cara no poste. Então meninas, percam o medo. Reconheçam que temos, sim, muitos problemas, e que cabe a nós resolvê-los. E que sim, nós podemos melhorar as nossas vidas. Parafraseando o Marx, nós não temos nada a perder, só os nossos grilhões.
E Cinéfila feminista, vamos deixar bem claro. E como tal vim aqui comentar alguns filmes que eu julgo feministas.
Persépolis:
Persépolis conta a história de Marjane Satrapi, desenhista iraniana que atualmente mora na França. O filme começa narrando a infância de Marjane no Irã comandado pelo Xá.Marjane tem vários parentes que são presos políticos por se oporem ao regime.Já dá pra ver que o filme é bom logo nessa parte.Ninguém trata a menininha como idiota,nem a manda ir brincar de bonecas em momento algum.Marjane brinca com os meninos de sua rua,é inteligente e curiosa,quer saber o que se passa a sua volta.E as pessoas contam.Não como contariam a um adulto é claro,mas contam.Explicam na medida do possível os acontecimentos políticos do país para que Marjane os entenda.Nessa idade a garotinha quer ser profetisa,ignorando o fato de que nenhuma mulher foi profetisa na sua religião.Na época do Xá,o Irã é mais liberal,os casais podem andar de mãos dadas e as mulheres não são obrigadas a usar o véu,quase nenhuma usa.Contudo,o que é bom dura pouco e logo que o xá é derrubado o povo vota por uma república islâmica.Marjane,suas familiares e suas amigas passam a ser obrigadas a se esconder sob os véus.O desrespeito às mulheres aumenta,mesma àquelas que usam o véu “corretamente”.Nessa parte do filme podemos perceber melhor a personalidade da mãe de Marjane,uma das melhores personagens da história.É uma mulher inteligente,culta e independente.Ela convive com as novas regras sem,no entanto,concordar com elas.Ela não se rebaixa,e quando insultada sempre reage.Não se esconde atrás de ninguém,e deseja que a filha faça o mesmo.Uma de suas cenas mais bonitas é quando Marjane se casa com 21 anos e encontra sua mãe chorando no banheiro.Marjane pergunta porque ela chora e ela diz algo como:”Eu te criei para que fosse uma mulher culta e independente,e agora você se casa com 21 anos!”.A avó de Marjane também é fantástica,uma mulher íntegra e liberal que tenta passar seus valores à neta.Marjane também é fascinante,é uma garota complexa que tenta primeiro driblar os obstáculos impostos à ela pelo novo governo de seu país e depois se adaptar à vida numa Europa onde as pessoas não sabem quem ela é e não estão preocupadas com seu bem-estar.É um filme político,mas que não toma nenhum partido.Seu objetivo não é ser panfletário.É mostrar como as pessoas são afetadas pelos jogos de poder e pelas ideologias extremadas.O que consegue fazer muito bem,sem cair no exotismo à La “Caminho das Índias”.Ah,nem preciso dizer que passa com louvor nas regras de Bechdel né?

O Sorriso de Monalisa:
O outro filme que eu vi e que é digno de nota é “O Sorriso de Monalisa”. Esse eu assisti já tem algum tempo, mas ainda lembro de bastante coisa.A estória é sobre uma professora de arte que vai dar aula numa das melhores universidades do país,que é freqüentada pelas moças mais inteligentes da nação.A professora logo percebe,no entanto,que as jovens não estão empenhadas em aprender coisa alguma,só estão ali “fazendo hora” enquanto não se casam.No início as jovens fazem pouco caso das idéias libertárias da professora acerca do casamento e da arte,mas depois vão repensando a vida.Principalmente depois que uma delas se casa e descobre que a vida no lar não é tão perfeita quanto os comerciais de eletrodomésticos mostram.O legal do filme é que as alunas e Katharine (sim,a professora também não é perfeita) aprendem que o mundo é mais amplo do que o que lhes é mostrado pela sociedade conservadora em que vivem e que elas podem,e devem escolher o que é melhor pra elas.E a escolha pode ser sim,ser dona-de-casa e mãe,desde que a escolha tenha sido pessoal.Um dos méritos do filme é que,infelizmente não mudou tanta coisa assim da década de 50 pra cá,então ele ainda continua atual.É um filme bastante criticado,há quem diga que é raso,plastificado,etc.Reconheço que podia ter sido melhor,mais profundo,mas eu vejo qualidades nele.E recomendo.

Mulan:
O último filme a ser comentado é Mulan.Esse tenho certeza que todo mundo conhece.Eu vi também há um bom tempo,e dos filmes da Disney é meu preferido.Creio que é o único filme da Disney de que eu realmente gosto.Tem aquelas musiquinhas chatas no meio da estória,típicas de filmes da Disney,mas eu gosto do roteiro.E convenhamos,inovaram nesse filme.Pra quem sempre contava a estória de princesas que dormem por cem anos,ou que se transformam em cisne,ou simplesmente vão a bailes e perdem sapatos,e esperam todas que o príncipe resolva o problema,contar a estória de uma mulher,que não é princesa,não se encaixa nos padrões de feminilidade da sua cultura e por isso não consegue um marido,e – crime dos crimes!- se disfarça de homem para ir pra guerra,é bastante fora do comum.E Mais,Mulan não apenas não se mostra fraca e débil como esperavam que ela fosse mas se mostra mais competente e capaz que seus companheiros homens,e é graças a ela que a China vence os hunos.Eu gosto muito da cena em que o imperador da à ela o seu colar,para que todos saibam o que ela fez e para que assim ela leve honra para sua família.Porque essa cena contrasta com o início do filme,quando ensinam a Mulan que ela só pode trazer honra à família casando-se.Gosto bastante também do final,quando o capitão Shang vai visitá-la em casa.Nessa cena percebemos logo que eles vão ficar juntos.Eu gosto porque,para mim,fica claro que ele não vai ficar com ela porque quer simplesmente uma esposa (submissa,domesticada,etc.),ele vai vê-la porque quer à ela.Mulan.A quem ele respeita e admira.Enfim,acho que se algum dia eu tiver uma filha,o único filme da Disney que vou deixá-la assistir é “Mulan”

Ontem estava eu assistindo TV tranqüilamente quando vejo a chamada pro Canal Livre na Band, que seria sobre violência de gênero. Mesmo com sono eu resolvi ficar acordada e assistir ao programa, que começaria às 23h30min (Porque um assunto tão importante é debatido tão tarde da noite e num domingo?). Valeu à pena ter assistido. O programa durou uma hora e foi dividido em três blocos. No primeiro, que visava debater o lado social da questão, a ministra Nilcéa Freire foi convidada e falou muito bem. Explicou que a violência contra a mulher é uma questão cultural, e que pela primeira vez,com a lei Maria da Penha o Estado reconhecia a gravidade do problema e se propunha a combatê-lo.A lei foi explicada de forma clara,de modo a realmente conscientizar as mulheres sobre ela.Ainda no primeiro bloco eu percebi o único porém do programa:o jornalista Antonio Teles.Enquanto Joelmir Beting e Fernando de Lima Mitre deixavam claro que tinham estudado o tema e que entendiam a gravidade da situação,Teles fez comentários imbecis um atrás do outro.O “Jornalista” despejou sobre a ministra,a juíza e a delegada todos os clichês e absurdos possíveis acerca do tema.Insinuou que nas classes privilegiadas a violência não assumia as mesmas proporções que nas classes baixas,deu a entender que achava a lei Maria da Penha exagero pois a maioria dos caso não passariam de “brigas normais de casais”,propôs que os homens podem ser tão vítimas de violência doméstica quanto as mulheres (!),e no alto de sua sabedoria declarou que a maioria dos casos seriam motivados pelo ciúme.A cereja do bolo,no entanto,foi o claro desrespeito de Teles para com as vítimas de violência “grã-finas”.Eu quase não acreditei quando vi,mas ele estava,sim,rindo enquanto a Juíza e a delegada comentavam sobre a violência de gênero nas camadas altas e sobre a violência patrimonial a que essas mulheres são submetidas.Felizmente todas as três convidadas responderam à altura (e muito educadamente até.Se fosse eu acho que já teria descido do salto na primeira barbaridade que o mentecapto disse.Enquanto ele falava eu mostrava aquele dedo pra televisão,tamanho era o ódio).Tanto a ministra,como a delegada e a juíza deixaram mais do que claro que esses crimes são motivados pelo sentimento de posse que os homens sentem em relação a mulher,e que é culturalmente ensinado.Pontuaram também que o álcool e a droga não são causadores dos crimes,apenas facilitadores.E que as mulheres não reagem fisicamente porque não foram educadas para isso (Porque a besta não conseguia entender porque as mulheres não reagem.Ele,do alto do seu privilégio masculino,acha que todos receberam a mesma educação que ele,logo,não faria sentido as mulheres não reagirem.E se não reagiam,então estavam legitimando a violência,ou essa violência não existia e as estatísticas estavam exagerando.Evidentemente,ele não disse isso com essas palavras,mas a mensagem foi essa.),ao contrário,fomos educadas para sermos submissas e conciliadoras de conflitos.A cada investida do monstro do senso-comum as entrevistadas respondiam com as estatísticas e com o verdadeiro conhecimento do assunto.No fim das contas,achei o programa positivo,se não tivesse o Antanio Teles teria sido perfeito.O que me consola,é que tem uma legião de ignorantes que pensam igual a ele,então,as respostas das mulheres entrevistadas serviram não só para o Teles como para todos os outros que pensam igual.Dos pontos positivos eu destaco:No início mostraram imagens de mulheres agredidas,mas sem,em momento algum,mostrar os rostos das vítimas.As entrevistadas foram todas mulheres,e especialistas no assunto.Em momento algum teve “a parte do agressor”.As estatísticas da violência foram melhor explicadas,foi dito o que mudou com a nova lei.Explicou-se também que a violência contra a mulher não é só física,pode ser também sexual,moral,psicológica e patrimonial,e que a lei Maria da Penha reconhece e combate todas essas formas de opressão.Não teve nenhum depoimento sensacionalista nem reportagens na cadeia mostrando os casos de “amor” que terminaram em morte,ao contrário das reportagens que a Record faz.O Debate também não foi no sentido “A Violência doméstica é um problema de Estado?” e sim no sentido “O que o Estado está fazendo para resolver o problema,e o que falta fazer?”.
Obs: Durante o programa os e-mails dos entrevistadores eram mostrados, mas eu não consegui anotar nenhum (ou pegava o e-mail ou prestava atenção ao que estava sendo dito), então infelizmente não pude escrever pra elogiar a atuação do Beting e do Fernando Mitre e pra descer a lenha no Teles.