

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
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Eu sei que talvez não seja um tema legal para ser comentado logo depois do dia dos pais, mas pelo menos o blog está sendo atualizado. Tenho pensado bastante nisso ultimamente. Nessa coisa de ter filhos. Verdade seja dita, nunca fui muito maternal. Eu já quis ter filhos sim, houve uma época em que eu queria ter doze (relevem, eu devia ter uns 7 anos), mas a cada dia que passa, a vontade diminui. Eu tenho observado inclusive que eu não gosto de crianças. Criança é um troço chato. Você tem que manter os olhos nelas 24hs por dia, elas dependem de você pra tudo, e você nem pode manter uma conversa legal com elas porque são crianças, e evidentemente, elas não entendem muitas coisas e você não pode explicar outras tantas. E, além disso, as crianças de hoje em dia estão muito mal educadas.
Sinceramente, eu acho que a maioria das pessoas não pára realmente pra pensar se quer ou não ter filhos. Não pára pra avaliar os prós e contras. As pessoas simplesmente têm filhos. Por que a sociedade passa a mensagem (principalmente para as mulheres) de que isso é o normal, de que isso é o sadio, e que sem filhos, ficamos incompletas. Quando eu penso em não ter filhos é essa a idéia que me vêm à cabeça. “E se eu me arrepender de não tê-los tido? E se eu me sentir incompleta?”. A verdade é que isso é uma bobagem. É só uma mensagem imbecil, que como tantas outras, foi internalizada pelas pessoas. As pessoas não ficam necessariamente incompletas por que não procriam. Do mesmo modo, as pessoas podem ficar incompletas por que procriam. Quando eu me imagino tendo filhos, eu não me vejo me divertindo com a experiência. Só durante a gravidez, mas depois eu paro e penso: Se eu vou ficar grávida, bem, então uma hora as crianças vão nascer. E aí a fantasia fica chata. Por que não dá pra voltar atrás depois de ter tido os filhos. E nem sempre a experiência é tão legal quanto os filmes mostram. Criança de novela todo mundo quer. Sempre educadas, sempre inteligentes, sempre bonitinhas. Mas ao vivo não é bem assim. Pode ser, mas pode não ser também. E eu, particularmente, não estou disposta a arriscar. Lembro de uma entrevista que li com uma escritora há algum tempo. Ela disse algo que me fez pensar. Ela disse “Não podemos ter certeza de que não vamos parir o anti-cristo”.E é verdade.Eu acredito que mesmo com uma boa educação,as pessoas podem desandar. Por que filhos são isso. Pessoas. E não brinquedinhos ou extensões dos pais, como é de hábito pensar. Eu entendo que existam aquelas pessoas que têm filhos por que querem amar e educar alguém. Entendo e respeito. Mas cheguei à conclusão de que não é assim que quero levar minha vida. Ter filhos seria uma experiência que, a meu ver, me impediria de ter muitas outras experiências legais. Me tomaria tempo e dinheiro que eu não estou disposta a gastar.E sim,sou egoísta.Não vejo problema nenhum nisso.Estou apenas encarando os fatos.Não quero ter filhos,e acho que nenhuma criança iria querer me ter como mãe. Com razão. Então, como eu não quero ser mãe, muito menos uma mãe ruim, me abstenho da experiência.
Antes que alguém me pergunte “Mas você não sente nada quando vê um bebê? O pega no colo?” a resposta é sim e não.Sim,acho bonitinho.Mas não,não acho que tenha motivo pra esse auê todo que as pessoas fazem.E só acho bonitinho por que sei que depois vou poder devolver a criança pra mãe.
* Contudo, apesar de não querer vivenciar a maternidade, os assuntos ligados à ela me interessam.Por que,bom,mães são mulheres.E como feminista,tudo que se refere as mulheres me interessa.Eu acho interessante ver as várias reflexões que a maternidade (e a paternidade,que se modificou muito nas últimas décadas,graças a nós,feministas) pode provocar. Pra quem também se interessa por esse assunto, eu recomendo o vídeo abaixo (Tá em espanhol,mas não acho que prejudique muito a compreensão).É sobre parto.E sobre como,as mulheres,nesse momento tão importante,são deixadas de lado,apesar de serem a figura principal da cena.
** Como nada é eterno, eu posso mudar de opinião. Mas por hora é isso.