Templates da Lua

Perfil



Meu perfil

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
MSN - princesa_mestica@hotmail.com

Histórico

    + veja mais

    Votação

    Dê uma nota para meu blog

    Outros Sites

    XML/RSS Feed
    O que é isto?

    Leia este blog no seu celular

    Visitante Número

    Créditos

    Templates da Lua

    18/08/2009

    Romance Fail

    Embora não pareça, eu sou romântica. Quero me casar e viver feliz pra sempre e patati patatá. O que não quer dizer, em absoluto, que a sorte me tenha sorrido nessa área da vida. Por que, bem... Não sorriu. O que também não quer dizer que eu não possa vir aqui e contar algumas curiosidades sobre ma vie amoureuse pra vocês. Afinal, nem eu nem vocês estamos fazendo nada, então abram logo o pacote de Trakinas que vocês pegaram escondido e sentem aí. Comecemos obviamente, pelos fracassos.

    O Primeiro Beijo:

    Como o título do post já denuncia, a história não é nem um pouco romântica. Eu tinha uma amiga. E essa amiga tinha um namorado. Que por sua vez tinha um amigo. Feio. Quando eu digo feio, é feio mesmo. Não tem esse negócio de “exótico” ou de beleza ser coisa subjetiva. Ele era feio e ponto final. Fato público e notório. A questão era que quase todo mundo que eu conhecia já tinha beijado na boca, menos, evidentemente, eu. E calhou do feio se interessar por mim. E estar disponível. Enfim, peguei-o. Na verdade ele me pegou. Estávamos na fila do lanche na cantina da escola. Ele me entregou uma cartinha muito da ordinária que tinha escrito e a idiota aqui, com o ego inflado, pediu o feio em namoro. Pro meu azar, ele aceitou. Aí ficamos nos olhando e, de repente, ele me deu um selinho. Eu me surpreendi. E lá estou eu, processando o selinho, quando ele vem e mete a língua na minha boca. Foi nojento. Ponto.

    Mas não termina aí. Agora eu era namorada do feio. E foi aí que eu descobri que ele era feio e chato. E beijava mal. Eu já tinha sacado que ele era ruim de beijo quando ele me beijou pela primeira vez, mas eu pensei que a má impressão pudesse ter sido causada por que tinha sido o primeiro beijo e talz, e meio de surpresa. Maaaasss... Eu beijei ele de novo. E de novo. E de novo. E Continuava ruim. Até que eu passei a tentar me esquivar dos beijos dele. Ele vinha com aquela língua úmida na minha direção e eu ia afastando a cabeça. Era incontrolável. E ele percebeu. Um dia disse pro amigo que tava do nosso lado: “Acho que ela esquece que a gente tá namorando”. Pois é. Durou uma semana. Contando os dois dias do final de semana e mais dois dias em que eu faltei à escola. Aí eu mandei aquela conversa típica “Não é você, sou eu”. Mas era ele, de fato. Depois se espalhou um boato de que ele teria me traído. Eu não acredito. Duvido que ele tenha conseguido encontrar outra mulher tão desesperada quanto eu. No fim das contas o mala me enche o saco sempre que me vê. Não perde uma oportunidade de me contar os causos amorosos dele. Depois não sabe por que foi bloqueado no MSN.

    Primeira Declaração de Amor:

    Foi nessa mesma escola. O tempo todo eu ia pra sala das minhas amigas ficar batendo papo e enchendo o saco. E num desses momentos percebi que elas tinham um colega muito charmoso. Eu já tinha reparado nele antes, mas as constantes visitas à sala delas me deram oportunidade de analisá-lo melhor. E gente, eu gostei do que eu vi. Ele tinha cara de morto, bebia que nem um gambá e nunca parava em sala de aula. Mas eu me apaixonei, fazer o quê?A voz de bêbado dele me arrepiava, a palidez me encantava e eu adorava aquele estilo “poeta maldito” dele. Cá entre nós, se ele quisesse, eu teria dado pra ele (#prontofalei). Então, pus em prática a minha mais conhecida tática de sedução: comecei a persegui-lo. E era difícil o negócio. Por que o desgraçado andava rápido. Mas eu não desistia. Onde ele ia,eu ia atrás.

    Então, numa dessas visitas a supracitada sala de aula, descobri que ele gostava de outra. Depois de xingar mentalmente a garota (e de tentar descobrir inutilmente quem era), resolvi honrar os ovários e ir me declarar pra ele. “No que diabos você estava pensando?” vocês estão se perguntando. Pois bem, do alto da minha ingenuidade e dos meus 17 aninhos eu achei que ele,quando visse todo o amor que eu sentia,ia me dar uma chance, e com o tempo ia se apaixonar por mim. Pois bem, não foi bem isso que aconteceu. Eu pedi pra falar com ele, ele parou de andar e ficamos lá parados no corredor. Então eu disse: “Eu gosto de você!”. Assim, na lata. E o que ele disse?

    - “E?”

    Isso mesmo. “E?”.

    Aí eu disse: “Ah... era só pra você saber mesmo.”

    Aí ele me abraçou. E olha, foi o melhor abraço que eu já recebi. Parecia que tinha alguma droga nos braços dele. O troço foi entorpecente.

    Se eu desisti depois do fora? Não meus amigos, aqui não funciona assim. Eu continuei perseguindo ele, e convidando ele pra ir aos lugares comigo. E azucrinando minhas amigas falando dele. Por que eu não posso simplesmente gostar do cara. Não, isso é pra gente normal. O que vocês já devem ter percebido não ser o meu caso. Quando eu gosto, eu me vicio na pessoa. A ponto de precisar de clínica de reabilitação mesmo. Nessa época a Thais mandou eu ir me tratar (com alguma razão,eu admito).No fim,acabou que eu não fui pra Rehab,e depois de alguns meses desencanei dele.

    Depois disso ninguém conseguiu ainda roubar meu coraçãozinho. Embora alguns tenham conseguido despertar em mim alguns pensamentos poucos castos. Mas enfim, é como eu digo: Homem é igual orelhão: ou tá ruim, ou tá ocupado. E às vezes até os ruins estão ocupados.


    Depois dos fracassos, é hora de refletir um pouquinho. Já me disseram que eu sou exigente demais. Às vezes eu penso que pode ser verdade, que posso estar esperando mesmo o príncipe encantado, o que, convenhamos, não é legal. Contudo, outras horas eu penso que estou exigindo o básico mesmo. Respeito, confiança, admiração, inteligência. E o mínimo de beleza. Se me aparecer um Louis Garrel da vida é óbvio que eu não vou reclamar, mas sei que é difícil e não tenho problemas em aceitar alguém mais comum.

    O que eu não quero,e nunca quis,é ter uma relação como essas que eu vejo por aí. Casais discutindo a plenos pulmões no meio da rua. Atirando coisas uns nos outros, ou se xingando. Se for pra ter isso eu prefiro continuar sozinha (O que não é tarefa das mais fáceis com todo mundo buzinando no seu ouvido que é de suma importância ter um pinto de estimação).

    E nem venham me dizer que esse tipo de relacionamento é normal. Por que não é. É comum, normal não.

    Antes só do que mal acompanhada.


    Momento: “Que que tem o cu a ver com as calças?”

    Nada. Mas, mesmo assim, vale muito à pena dar uma conferida no último post da Gabi. Que está muito sensível e tocante (pra variar).


     


    Escrito por princesa_mestica às 23h52
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]