Garrafa Ao Mar


18/09/2009


Causos Antigos : Ladronagens Testemunhadas

Ressuscitando a série “Causos Antigos”,hoje resolvi vir falar sobre os assaltos e/ou roubos e/ou furtos que eu já presenciei.Como moradora do Rio de Janeiro,nem preciso dizer que são muitas as estórias.Na verdade,tem uma acontecendo agorinha mesmo (foi esse causo que me inspirou a escrever o post),um pivete roubou o celular de um rapaz e a vítima saiu correndo atrás do ladrão,gritando o famoso “Pega ladrão,pega ladrão” aí um vizinho meu,meio atordoado com a gritaria acabou pegando o primeiro homem que viu correr.A vítima.Agora o ladrãozinho está correndo pelo quarteirão e dando olé nos perseguidores.Mas deixemos esse caso de lado e passemos para os antigos.

Primeiro assalto presenciado:

Um belo dia meu pai me pediu para ir ao bar e comprar cerveja pra ele.Me deu uma nota de cinqüenta e lá fui eu comprar a mardita.Chegando no bar encontro dois homens parados na entrada e outros dois caras gigantes de frente para o balcão.Entro no bar e fico esperando a minha vez atrás dos caras.Como eles não estavam falando nada e o dono do boteco já estava colocando alguns produtos em cima do balcão,pensei que eles já tivesse feito o pedido.Me posicionei no meio dos dois,esperando que eles se afastassem um pouco e me dessem espaço pra eu falar com o dono do botequim.Não moveram um músculo.E eu lá pensando: “Porra,que caras mal-educados!”.Até aí,normal,não me abalei muito. De repente eu olho pra baixo e o que eu vejo? Um revólver na mão de um dos caras. Aí caiu a ficha. Eu estava presenciando aquela situação tão conhecida de todos os brasileiros: o assalto. A primeira coisa que eu fiz, instintivamente, foi amassar o dinheiro na minha mão para que os bandidos não pudessem vê-lo. Não me entendam mal, se os caras tivesse visto e quisessem me roubar,eu teria dado a grana.Agora,dar de graça seria burrice.Na época mamãe ficou espantada com o meu grau de apego ao vil metal.Hoje,ela já se acostumou.Eu acho.

O que eu vi,minhas amigas,foi surreal.Roubaram até miojo do boteco.O que me faz pensar que realmente existe gente medíocre em qualquer ramo.

Pra minha sorte,os bandidos estavam pouco se lixando pra minha presença ali,surrupiaram o que tinham que surrupiar e foram-se embora.

Quando eles saíram,eu ainda pensei em comprar a cerveja do velho,mas não deu.O dono da birosca desmaiou.Aí eu voltei pra casa.Mas antes deu tempo de ver os pinguços voltando pro bar e tentando acordar e acalmar o proprietário (afinal,atendente desacordado não vende cachaça).

Segundo assalto presenciado:

Eu já devo ter comentado aqui,que quando eu estudava Letras lá no Fundão eu precisava pegar uma carroça de número 663 pra chegar até lá.Pois eu vou dizer uma coisa pra vocês.Acho que mais vergonhoso do que assaltar quem quer que seja,é assaltar @s passageir@s daquele pesadelo ambulante.Quem é obrigad@ a suportar aquele desaforo sobre rodas deveria ser poupad@ de qualquer outro tipo de desgraça.Evidentemente,contudo,os assaltantes dessa cidade não tem os mesmos princípios morais que eu.

Então,num não tão belo dia,lá estava eu,morrendo de sono e praguejando por depender daquela coisa vulgarmente chamada de ônibus para voltar pra casa,quando,depois de uma hora de espera (pra vocês terem noção de como a coisa era),o desgraçado passa.Entro no ônibus e sento naquele banco solitário atrás do motorista. Na maior parte das vezes isso não era uma boa opção,pois os motoristas da linha tinham o mui educado hábito de peidar durante o trajeto.Mas como nesse dia eu não tava de muito bom humor,e não tava querendo que nenhum velho fedido sentasse do meu lado,resolvi encarar.Foi graças a essa decisão que eu não fui assaltada (pela segunda vez).

Quando o ônibus estava quase saindo do campus,dois garotos entraram e se sentaram nos fundos.A viagem prosseguiu sem maiores sobressaltos até que o ônibus passou por uma passarela macabra dessas que tem lá na Av.Brasil.Nisso,os caras levantaram rápido  e,berrando,exigiram que o motorista abrisse as portas.Foi aí que eu pude notar a arma por debaixo da camisa de um deles.O motorista abriu as portas e lá se foram mais dois bandidos continuar seu dia de trabalho.Aí,óbvio,começou o burburinho nos fundos do ônibus.As vítimas,meio chorando,meio rindo (pois é o.0) relatavam a violência sofrida.Uma garota contou que pegou todo o dinheiro que tinha na bolsa para dar a um dos bandidos,e que o meliante,muito soberbo,recusou as moedinhas.

Em seguida a confusão continuou, dessa vez era a contenda entre as vítimas do assalto, que queriam que o motorista as levassem para a delegacia, como manda a lei, e o motorista que queria seguir o caminho normal. No fim das contas,vitória do motorista.As vítimas desceram perto de uma delegacia e foram andando até lá.No resto do caminho,aqueles comentários de sempre “Eu logo vi que era assalto,tava escrito na cara deles”.Ahh os profetas post factum...

Terceiro assalto/Furto/Blá blá blá, Whiscas sachê presenciado:

Esse eu vou contar mais pra encher lingüiça, por que nem é tão interessante assim.

Aconteceu no I.F.C.S (Aliás,acho que caberia escrever um outro post só com as coisas bizarras que ocorrem lá...).Foi durante um intervalo qualquer de uma aula aí da vida.Uma menina que estava ouvindo seu Ipod resolveu ir tirar Xerox de não sei o quê, embrulhou o aparelhinho num saquinho plástico e botou dentro do estojo.Saiu.Quando voltou,inexplicavelmente,o troço não estava mais lá.O bizarro do caso é que eu não vi ninguém pegar o negócio.E era pra ter visto,por que eu estava sentada praticamente atrás dela.Até hoje,ninguém sabe,ninguém viu.A menina deu um pequeno escândalo,deu queixa na polícia,e ficou conhecida por uns tempos como menina do Ipod.O produto do furto nunca mais foi visto.O que me ensinou a desconfiar dos maconheiros hippies lá do prédio.Eles podem não ser tão lesados quanto parecem.Agora eu carrego a minha mochila comigo pra todos os cantos,ou deixo com alguém de muita confiança.

P.s: Não,Não sou eu a ladra do Ipod.

P.p.s: Até o fechamento desta edição,não tivemos notícias do pivete do Maracanã.

Escrito por princesa_mestica às 18h21
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