Templates da Lua

Perfil



Meu perfil

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
MSN - princesa_mestica@hotmail.com

Histórico

    + veja mais

    Votação

    Dê uma nota para meu blog

    Outros Sites

    XML/RSS Feed
    O que é isto?

    Leia este blog no seu celular

    Visitante Número

    Créditos

    Templates da Lua

    03/10/2009

    Todo Castigo Pra Trouxa É Pouco

    Eu devo ter cara de idiota. É a única explicação. Um dia ainda vou tatuar “Imbecil” na minha testa. Assim as pessoas já ficam de sobreaviso e eu nunca me esqueço. Por que só sendo muito imbecil mesmo pra chegar sempre na hora nos encontros e ficar esperando meia-hora por gente que não avisa que vai se atrasar e depois chega com a maior cara lavada e simplesmente pede desculpas. Ou nem pede. Ou simplesmente não vai ao encontro. Que foi o que aconteceu hoje. Reparem só na moral que eu tenho com os outros: A pessoa não me vê há anos e quando marcamos um encontro me deixa lá plantada.E nem fui eu quem marcou o encontro.Ela que insistiu pra me ver.E fez chantagem emocional e o cacete.”Você não liga pra mim,você já me esqueceu,e blá blá blá”.Pra vocês terem idéia do grau da minha burrice,eu ainda pensei em comprar um presente pra criatura.E ainda fui procurar um orelhão dentro do shopping pra não ter que ligar a cobrar.E eu nem queria ir encontrá-la.Eu estou morta de cansaço.A única coisa que eu queria fazer era voltar pra casa e dormir.Mas eu fui.Gastei dinheiro na passagem e no lanche,por que eu tive que comer no shopping,já que já tinha passado da hora do almoço.Trouxa.É isso que eu sou.Eu nem sei se sinto mais raiva das pessoas ou de mim.Por que isso acontece freqüentemente.Isso da pessoa sempre chegar muito depois do combinado.E não telefonar.E não atender o telefone.Ou desmarcar encontros agendados com semanas de antecedência e eu só ser avisada quando eu ligo pra pessoa,na véspera.Mas tudo bem.Agora eu aprendi.Por que, né? Um dia a gente cansa. A partir de agora, só vou ter consideração com quem tem comigo. Anotem aí pessoas: Hoje morreu uma otária.


    Escrito por princesa_mestica às 15h06
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    29/09/2009

    Causos Antigos:Traumas de Infância

    “Mas,porque só na infância?” Por que,minhas queridas,se eu fosse contar todas as situações traumáticas pelas quais eu já passei na vida,a gente não saía mais daqui.É preciso fazer um recorte,como diz o pessoal lá do I.F.C.S. Então eu escolhi a infância,que eu creio ser a parte das nossas vidas onde os traumas são mais esdrúxulos.Então vamos lá:

    Primeiro Caso: A Doação de Brinquedos No Dia de São Cosme & Damião

    Acho que foi a proximidade da data (domingo passado) que me fez lembrar dessa história.

    Eu não sei como é aí onde vocês moram,mas aqui no Rio algumas pessoas costumam (ou costumavam,o que é mais provável) dar,além dos doces, brinquedos para as crianças.O que óbvio,deixava a criançada toda,inclusive eu,elétrica.Então, quando uma vizinha minha (que tinha cinco filhos) se ofereceu para me levar junto com as crianças dela para pegar doces e brinquedos,eu aceitei na hora.Passamos o dia inteiro percorrendo o bairro atrás das guloseimas,até que chegou a hora dos brinquedos.Essa vizinha disse que sabia de um lugar onde dariam brinquedos pro pessoal.Ela disse que era num centro umbandista/espírita e que teríamos que assistir toda a sessão antes de pegarmos os brinquedos.Não gostei muito de saber disso não,mas achei que valeria a pena.Entramos e assistimos as rezas lá.Depois de um longo tempo,em que os sacerdotes esfumaçaram a sala toda ( o que eu achei,na época,uma coisa um tanto quanto bizarra),era chegada a hora da recompensa.Fomos para uma espécie de palquinho que havia em uma das salas do lugar,onde um grupo de idosos fantasiados de crianças (Não estavam vestidos de crianças não,estavam fantasiados mesmo.Sabem aquelas caricaturas de criança? Menino com calça curta e suspensório e menina de vestido e trançinhas? Pois é.Era isso.Na hora eu pensei que mais constrangedor que aquilo,seria impossível.Ledo engano) estava rodeado de brinquedos.Fui até lá e pedi alguns.Aí veio a punhalada.Eu descobri que eles não estavam dando brinquedos.Era PARA NÓS DARMOS as coisas.Minha vizinha,aparentemente,tinha entendido errado o espírito da coisa.Todavia,como eu sempre fui cara de pau,e não estava disposta à,depois de toda aquela fumaça de cachimbo da paz na cara,sair de lá no prejuízo,eu fiquei enchendo o saco de uma velhinha (muito da mal encarada) para que ela me desse alguma coisa.Qualquer coisa.No fim,consegui que ela me desse UMA bolinha de gude.Depois de me dizer com cara feia que eu não era menino.O pior é que nem acaba aí.Quando eu,a vizinha,e a prole dela chegamos à vila onde morávamos,ela foi dividir os doces e deu a maior parte pros filhos dela,sendo que eu é que tinha conseguido a maioria.Coincidência ou não,essa foi a última vez em que corri atrás de doces.

    Segundo Caso: A Maluca do Condomínio

    Esse é anterior ao primeiro. Aconteceu quando eu ainda morava num condomínio. A história começa quando eu, sabe Deus por que,decidi ir colocar umas cruzinhas,que eu toscamente havia feito,numa grutinha de Nossa Senhora que tinha perto da minha casa.Se vocês me perguntarem porquê eu fiz isso,eu,sinceramente,não saberei responder.Acho que foi por que o lugar era fechado,e entrar lá devia ter um quê de aventura,sei lá.Por que já na época eu não acreditava em Nossa Senhora,então a explicação deve ser essa mesmo.Mas,voltando.Fiz o meu lindcho artesanato e lá fui eu oferecer à imagem da santa na grutinha.Tudo transcorreu bem na ida.Mas,na volta...

    Quando eu estava voltando para o meu lar doce lar,uma menina me embarreirou e me impediu de continuar andando.Disse que eu só poderia seguir o meu caminho se eu adivinhasse o que caía em pé e corria deitado.Eu disse que não sabia.Ela disse: “É o Balão!” e rasgou minha blusa.Eu fiquei chocada,comecei a chorar e saí correndo de volta pra casa.Segundo meu irmão,eu fui correndo com as mãos tapando os seios inexistentes até chegar ao apartamento.Lá chegando,contei tudo pra minha mãe,que foi atrás da mãe da garota.Depois minha mãe volta e me explica que a menina tinha problemas mentais.Agora eu entendo (afinal,só tendo problema pra dizer que balão caía em pé e corria deitado) e perdôo,mas na época fiquei puta com a explicação.Eu era daquelas que pensava “É doida,mas não rasga dinheiro!”.No fim das contas,nunca mais encontrei com a garota ( que eu nem conhecia) e segui minha vidinha normalmente.Sem mais oferendas a santos cristãos.

    Terceiro e último caso: Xixi nas calças

    Esse é clássico. Felizmente, pelo que eu me lembro, só me aconteceu uma vez. Em compensação, aconteceu no pior lugar possível: na escola. Tudo começou quando eu pedi à professora para ir ao banheiro. Ela deixou e lá fui eu tirar água do joelho. Eu não sei por que, mas pouquíssimo tempo depois me deu vontade de ir de novo. Repeti o pedido. Ela não gostou muito: “De novo? Mas você acabou de ir!”. ”Tá bom” Falei. E fiquei na sala mesmo. Devia ter ligado o foda-se e ter ido mijar logo.

    Um longo tempo depois,quando eu achei que já tinha se passado tempo suficiente desde a minha última ida ao quarto especial,e quando eu não estava mais agüentando, pedi pra sair novamente. Ela deixou e eu corri para o banheiro. Mas já era tarde demais. Foi eu abaixar o short do uniforme que aquela aguaceira começou a cair.Molhei até os sapatos.Então eu me vi diante de um dilema:O que fazer agora?

    Se eu voltasse pra sala todo mundo ia saber do ocorrido e eu ia ser alvo do escrutínio popular.E como,à época,eu já sabia que criança é um bicho cruel,eu resolvi ficar lá pelo banheiro mesmo.O detalhe,é que faltavam horas para a aula acabar.E eu fiquei por lá,presa no banheiro.Nesse meio tempo,apareceu uma servente,que fez aquela clássica pergunta “Tá tudo bem aí?”.Sim senhora,eu estou toda mijada mas tudo segue na mais perfeita ordem!

    Óbvio que eu não disse isso assim. Só falei “Tá tudo bem”. Depois disso apareceu minha professora, que foi interada pela servente do ocorrido. E eu lá sentada na privada.

    E assim fiquei até o dia de aula acabar.

    Quando a professora formou aquelas duas filinhas (Que, aliás, são abomináveis; isso de se separar entre menino e menina é lamentável. Mas isso é assunto pra outro post.) para levar a criançada pra porta da escola, eu pude ouvir meus coleguinhas comentando: “Será que ela caiu no vaso?”, “Acho que ela tá com caganeira!”, etc. Quando eles finalmente deixaram o caminho livre, eu corri pra minha sala, peguei minhas tralhas, e com a mochila tampando a bunda, fui embora pra casa.


    Escrito por princesa_mestica às 14h18
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]