

BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MARACANA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, French, Informática e Internet, Livros, Música
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A vida, a gente gostando ou não, sempre nos ensina muita coisa. Hoje eu resolvi vir aqui e compartilhar com vocês algumas coisinhas que eu aprendi ao longo desses 19 anos.
1 – Nunca, JAMAIS, emprestar coisas para alguém que não seja muito íntimo.
Essa lição eu aprendi no início do ano passado,quando num dia comum,eu resolvi levar o jornal para a faculdade.
O jornal daquele dia veio com uma revista dentro. Normalmente a revista era bem chata, mas nesse dia em especial tinha vindo com um artigo fantástico. Sabe aquelas raras ocasiões onde alguém consegue expressar um sentimento seu como se te conhecesse? Então. Era assim o artigo. E eu estou lá, lendo-o,quando um colega pede a revista emprestada. Achei que não teria nada de mais emprestar e quando terminei de ler,passei pra ele.Deixei a revista com ele o dia todo.No final de todas as aulas,quando eu fui pedir de volta,sabem o que ele me disse?
- “Ué, eu não te devolvi não?”
-“Não” – Eu disse, já temendo pelo pior.
-“Pô, eu emprestei pra fulana, deve estar com ela.”
E eu lá, com cara de tacho, sem saber o que dizer. Ele prossegue.
-“Pô, foi mal, eu vou te trazer outra amanhã”.
Acho que eu nem preciso dizer que o amanhã nunca chegou né? O Energúmeno me apareceu, um mês depois, com uma revista que não era a do dia em que saiu o artigo.
Nunca mais falei com ele. E agora tomo muito cuidado ao emprestar minhas coisas. Qualquer coisa. Pode ser até uma borracha. Se eu não confio na pessoa digo que esqueci em casa. Se a pessoa pedir o objeto enquanto eu estou com ele na mão, digo que é da minha mãe/do meu primo/do papagaio do vizinho/etc. e que sem autorização do dono não posso emprestar.
2 – Não discutir com idiotas.
Essa eu ainda estou tentando internalizar. É difícil, mas eu sei que um dia eu consigo.
Alguns de vocês vão dizer: “Mas se a gente não discute com as pessoas, como é que elas vão poder mudar de opinião?”. Pois então meus queridos. Pessoas idiotas não mudam de opinião. Elas são como portas. Você discute com a sua porta?Então, é o mesmo princípio. Eu aprendi que só vale à pena discutir com quem está minimamente disposto a ouvir. Com os outros não vale a pena eu gastar o meu latim.
“Mas tia Raiza, e quando os idiotas insistem em discutir com a gente?”
Concordem com tudo. Estressa na hora, mas é a melhor solução a longo prazo. Uma vez que o idiota tiver certeza de que te convenceu a morar em idiotalândia, ele pára de te encher o saco.
3 – Trabalhe Sozinh@ Sempre Que Possível
Quanto mais dividido for o trabalho, maiores são as chances de que alguma merda aconteça. Ainda que você não saiba fazer o que precisa ser feito, tente antes de pedir ajuda. É bem capaz de você se estressar menos fazendo sozinh@ uma coisa que vai dar errado do que fazendo em grupo uma coisa que vai dar certo.
Reparem que nem tudo que eu aprendi me fez necessariamente uma pessoa melhor.Mas que foi útil foi.
Eu ainda não vi “Mar Adentro” e também não tem nenhum caso recente sobre esse tema sendo comentado na mídia. O assunto simplesmente me veio à cabeça e eu resolvi comentá-lo. Vou me posicionar logo de início. Eu sou a favor da eutanásia. Eu creio,ao contrário dos religiosos,que a vida é nossa e podemos fazer com ela o que bem entendermos, desde que não prejudiquemos outras pessoas. Para mim, a vida é um direito, não uma obrigação.
E eu também preciso dizer que ficar presa a uma cama, dependendo dos outros para tudo, não é o que eu considero vida. Isso é uma sobrevida. Entre sobreviver e viver existe uma diferença gritante. Quando nós vivemos, fazemos isso com entusiasmo. Mesmo que não estejamos sempre bem-humorad@s. Quando vivemos estamos existindo por que queremos, não por obrigação.
Pensem bem e sejam honest@s: Se fossem vocês que estivessem desenganad@s pel@s médic@s, sendo submetidos à tratamentos dolorosos que não dão resultados,vocês agüentariam ficar esperando um milagre?
Se não, por que submeter os outros à isso?
Eu sei que se fosse comigo, eu iria preferir morrer. E digo isso sem um pingo de culpa.
“Mas e se fosse um parente seu que quisesse morrer?” vocês vão perguntar. Eu apoiaria. Com toda a dor no coração, mas eu apoiaria. Eu iria querer vê-l@ bem, ainda que não estivesse mais perto de mim.
Isso me lembra de fazer uma ressalva: Eu só sou a favor da eutanásia quando @ paciente está lúcid@ e pode decidir o seu futuro. Quando a pessoa está em coma, por exemplo, por mais que ela possa estar sofrendo, eu acho que ela deve continuar recebendo tratamento. Não me sinto bem com a idéia de que alguém vai tirar aquela vida sem que a pessoa possa se defender.
Em resumo, o que eu estou tentando dizer desde o começo, é que a morte não é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Falta de solidariedade é bem pior.