Garrafa Ao Mar


30/09/2011


Que a Terceira Onda Não Seja Nosso Último Supiro

Como eu disse no post aí debaixo e estava discutindo hoje no twitter com a Haline,a Marj,a Mary W. e não lembro mais quem,o feminismo está precisando repensar suas estratégias.Esse modelo de ficar apontando machismo e tentando mostrar porque é errado já está ficando gasto.Primeiro porque um bando grande de gente não está disposto a ouvir,segundo por que não muda muita coisa de fato,mesmo que as pessoas ouçam.Tá faltando criatividade e ação.A primeira onda nos deu os direitos civis,a segunda nos deu direitos sociais e a terceira? Tá faltando a terceira onda mostrar a que veio.A gente não pode ficar só na ressiginificação.Ela é ótima em vários momentos,é claro.Gosto muito de inciativas que procuram fazer uma leitura crítica de propostas da segunda onda,como no que se refere a maternidade,por exemplo.Mostrar que a maternidade está opressão e não necessariamente é opressão.Toda essa coisa de devolver o parto pras mulheres,desmistificar a menstruação.Acho isso tudo o maior barato.Muito importante mesmo e ainda quero escrever especificamente sobre esses temas.Mas não dá pra ficar só nisso.Temos que ir além.Começar a repensar o masculino também.Mas não nas bases dos masculinistas,nas nossas.Finalmente adimitir as questões da homossexualidade como nossas e dialogar com a teoria queer e ficarmos todos debaixo do guarda-chuva do feminismo.E mais coisa também.pensar práticas de resistência mais efetivas.Teorias que possam virar ação.Por que estamos no oceano,vendo a praia mas não dá pra ir boaindo até lá.Temos que nadar,ainda que já tenhamos nadado tanto.Precisamos nos repensar.Pra não ficarmos à deriva na costa sem nunca alcançar a praia.Eu não tenho as soluções prontas,mas queria muito que pensássemos juntas.

Escrito por Frau Boll às 19h17
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28/09/2011


Pelo fim dos falsos debates

Eu sei o que tod@ militante dos direitos humanos pensa:"Eu já fui burr@ e vi a luz,tenho que tentar conscientizar as outras pessoas,elas não fazem por mal!".Mas a dura verdade é que algumas (pra não dizer muitas),fazem por mal sim.E é com elas que ficamos discutindo.Ou melhor,são elas que ficamos ouvindo.Por que elas não nos deixam falar.Por que não estão dispostas a abrir a cabeça.Nem que seja pra discordar com argumentos melhores.E a gente fica ali,tentando fazê-las enxergarem os fatos quando elas já furaram os dois olhos.E perdemos um tempo precioso nisso.tempo que poderia estar sendo gasto mobilizando o pessoal que já foi convencido.Por que quem tem algum interesse em aprender,procura.Quando eu ainda não tinha certeza que o feminismo era a verdade e a vida,eu pesquisei.E é isso que todo mundo que tá disposto faz.Não é questão de ter acesso a internet.É questão de perguntar pras pessoas,refletir um pouco.Quem quer faz.Não adianta tentarmos arrebanhar quem nunca vai poder ser convencido.Esses tem que ser simplesmente vencidos.É pesado, mas os termos são esses.Por que se não fizermos isso com eles,eles farão conosco.Hoje é dia de luta pela legalização do aborto no Caribe e na AL.E enquanto estamos aqui repetindo ad etenium os mesmo argumentos que todo mundo com 2 neurônios sabe que procedem,eles estão aprovando leis contra nós.Eis a diferença entre nós e eles.Eles não querem dialogar,eles estão agindo.E nós tentando debater com quem não entende o significado da palavra "debate".Que tal passar a debater com quem está disposto a ouvir,e ao mesmo tempo começarmos a pensar em modos de ação mais efetivos?A questão não é de opiniões distintas.É a questão do certo e do errado.Do lado que quer cercear direitos e nós que queremos expandí-los.O verdadeiro debate está em como expandir esses direitos,e não se eles devem ser expandidos ou não.Da minha parte,cansei de pregar no deserto.Vamos passar ao próximo nível?

Escrito por Frau Boll às 14h25
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